que Transforma Vidas em Curitiba

3em1 2025: Um Encontro que Transforma Vidas em Curitiba

Por que tantos irmãos atravessam o Brasil para estar em Curitiba no último fim de semana de outubro? A resposta está no 3em1 — um evento que, ano após ano, reúne cristãos em torno de um propósito simples, mas profundo: ser como Cristo. Em 2025, o congresso não só manteve sua tradição de comunhão e ensino, como também mostrou que, mesmo depois de décadas, ainda há fôlego novo, rostos novos e corações renovados.

O Congresso 3 em 1 aconteceu em Setembro, mas sempre é um bom tempo para incentivar aos irmãos a estarem juntos presencialmente. Não há substituto para a comunhão presencial. Com a ajuda de Mateus Terra (Campinas e 9 de Julho, SP), fizemos algumas entrevistas com alguns participantes conhecidos e trazemos este artigo de incentivo.

Um evento que nasceu pequeno e cresceu com propósito

Tudo começou em 1997, com um grupo de cerca de 20 pessoas falando sobre grupos pequenos. Hoje, o 3em1 é um marco na vida de centenas — talvez milhares — de irmãos. Alan Nalley, um dos fundadores, contou com emoção:  

“Cada vez que eu chego no 3em1 é sempre melhor do que o ano passado. Eu estou fazendo isso há 28 anos.”

Alan chegou a pensar em parar, cansado dos “colchões e das tarefas”, mas a igreja local assumiu o evento com tanto zelo que ele pôde descansar — e se surpreender:  

“A congregação é melhor do que nunca.”

Essa transição é um testemunho vivo do que Jesus ensinou: discípulos que se tornam líderes, capazes de sustentar o corpo de Cristo com maturidade e amor.

Ser como Cristo: fácil de dizer, difícil de viver

O tema deste ano — Ser como Cristo — ecoou em cada palestra, conversa e abraço. Mas todos os entrevistados concordaram: o desafio não está em entender o que isso significa, mas em viver isso no dia a dia, especialmente longe do ambiente da igreja.

Álvaro César Prestano, da congregação de Jundiaí, destacou a distração como o grande inimigo:  

“A maior dificuldade é ficar fixo nesse alvo. Tanta coisa tira a gente do rumo.”

Já Ranieri, de Curitiba, foi ainda mais direto:  

“O ensino é muito fácil. Amar, ser misericordioso, exercer graça. Mas como fazer isso no meio de uma guerra, de um conflito?”

A resposta, segundo ele, está na prática diária:  

“São essas pequenas ações diárias que vão colocando como uma espécie de poupança… para que, na hora do dia mau, a gente tenha repertório.”

Essa ideia lembra 2 Coríntios 3:18: “E todos nós, com rosto descoberto, contemplando como por espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” A transformação não é um salto — é um passo de cada vez.

Maturidade espiritual: do medo ao amor

Com o tempo, a fé amadurece. E isso muda tudo. Ranieri observou que, no início, muitos obedecem por medo — “para evitar o inferno”. Mas, com o tempo, descobrem que já estão na glória:  

“Hoje a gente permanece porque a gente já está na glória. E aí a gente obedece por amor.”

Álvaro, com 66 anos e décadas de estudo bíblico, trouxe uma lição recente e poderosa:  

“Estudar a Bíblia com todo aquele arcabouço técnico, mas sem esquecer a misericórdia. Jesus viu o mundo com misericórdia.”

Essa combinação — conhecimento e compaixão — é rara, mas essencial. Afinal, Tiago 2:17 diz: “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.”

Dicas práticas para segunda a sábado

E para os jovens que querem seguir a Cristo fora dos cultos? Os conselhos foram práticos, quase caseiros:

– Alan Nalley desafiou:  

“Decore Mateus 5, 6 e 7. Viva Mateus 5, 6 e 7 — e você vai ser bem mais como Cristo.”  

Esses capítulos, o Sermão do Monte, são um manual de vida no Reino.

– Álvaro sugeriu uma abordagem criativa:  

“Faça da leitura bíblica diária um momento de vestir a camisa. Leia um texto e diga: ‘Hoje eu vou ser esse texto’.”

– Mauro Francisco, há 34 anos em Curitiba, enfatizou a importância do ambiente:  

“Fique perto de pessoas espirituais. Nós somos moldados pelo meio do qual vivemos.”

– Ranieri complementou:  

“Se você quer ser um cristão que ora, cola em quem ora bem. Quer ser um bom pregador? Ande com quem estuda a Palavra.”

O recado é claro: discipulado não é teoria — é convivência.

Mais que um congresso: uma porta para o aprendizado contínuo

O 3em1 não termina no domingo. Logo depois, acontece o “Mais Um”, três dias de estudo intensivo sobre os contextos dos livros do Novo Testamento — e tudo isso sem custo.

Enio, da Torre de Bauru, resumiu bem:  

“Perseverar em aprender. Quanto mais aprende, mais vai ter oportunidade de ser como Cristo.”

Ele lembrou que, em Colossenses 2:3, está escrito que em Cristo “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”. Por isso, aproveitar eventos como esse não é luxo — é necessidade espiritual.

Conclusão: Um convite aberto

O 3em1 não é só um evento. É um encontro com irmãos que se importam, com ensino que transforma e com um chamado constante: venha e siga a Cristo.

Se você nunca foi, experimente. Se já foi, volte. Porque, como disse Elias, de Recife:  

“É sempre muito, muito bom — parece aquela alegria de primeira vez.”

E, no fim das contas, é disso que precisamos: não de mais religião, mas de mais intimidade com Deus, mais prática do amor e mais coragem para viver como Jesus — de segunda a sábado.

Colaborou com este artigo, Mateus Terra, 9 de Julho e Campinas, SP