“E, além de tudo, há um grande abismo entre nós e vocês, de modo que os que querem passar daqui até vocês não podem, nem os de lá passar para cá.” – Lucas 16:26
Como última reflexão sobre a história do rico e Lázaro, quero comentar o texto acima. No futuro haverá um grande abismo no tocante ao destino das pessoas: estarão no seio de Abraão, no Paraíso, consolados, aguardando a volta do Senhor Jesus ou no Hades, lugar de tormento, em sofrimento. O texto nos mostra que não há meio termo, só há dois destinos após a morte.
Esse abismo é antecedido pelos abismos existentes na maneira de viver das pessoas aqui na terra.
Lázaro vivia em grande sofrimento, enquanto o rico, o texto afirma, “se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação.” O problema do rico não foi a riqueza em si, mas o viver em ostentação e ter Lázaro tão perto, deitado à sua porta e nada fazer.
O primeiro abismo é o orgulho e o egoísmo de quem vive pensando somente em si, centrado em si, e não tem um olhar para o que sofre, para, dentro das suas possibilidades, minimizar a dor do outro. O texto não afirma que o rico praticava más atitudes, era violento ou algo semelhante, mas, simplesmente vivia centrado em si. Isso, por si só, foi suficiente para o destino terrível que teve após a morte.
Outro abismo é a maneira como encaramos Deus. Há um salmo na Bíblia que diz:
“Diz o insensato no seu coração: “Não há Deus.” São corruptos e praticam abominação; já não há quem faça o bem. – Salmo 14:1
O insensato é o tolo que, pode até acreditar em Deus, não chega a declarar-se ateu, mas vive como se Deus não existisse.
Como pode, hoje, uma pessoa pensar em passar a eternidade com Deus, se não há nenhum interesse em conhecê-lo com o desejo de saber os termos de Deus, o que Ele deseja de suas criaturas?
A Bíblia afirma que Deus existe e que há dois caminhos. Muitos não acreditam e acham que isso é suficiente para desobrigá-los de qualquer responsabilidade. Será sábio viver como se não existisse um Criador que leva a sério a maneira como vivemos diante dele e também como nos relacionamos com o próximo?
Fechando o comentário dessa parábola, quero ressaltar os dois modos de vida (não há um terceiro ou meio termo), dois valores, duas atitudes, muitas vezes que criam abismos entre as pessoas aqui na terra, que determinarão dois destinos, irreversíveis, logo após nossa estada aqui na terra.
“Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram.” – Mateus 7:13-14
A maneira que vivemos, segundo a Bíblia, está nos levando a qual dos dois destinos? Hoje é o dia de aprofundarmos na busca do que Deus espera para que, após a morte, aguardemos no Paraíso, a volta gloriosa do Senhor Jesus.











