“Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores, mandam saudações a vocês.” Texto base: Filemom 1:23-24
Chegamos ao último cooperador citado por Paulo aqui no finalzinho de sua carta escrita a Filemom: Lucas, chamado pelo apóstolo de “o médico amado” (Cl 4:14).
Se Demas nos deixou um alerta, Lucas nos deixa um exemplo luminoso. O que sabemos sobre Lucas?
Médico e homem culto
Paulo o chama de “médico amado”. Seu vocabulário técnico no evangelho confirma uma formação cuidadosa. Era homem instruído, provavelmente gentio (Colossenses 4:10-14 sugere uma distinção entre os judeus e os demais cooperadores).
Escritor do terceiro Evangelho e de Atos
Lucas escreveu dois volumes: o Evangelho segundo Lucas e o livro de Atos dos Apóstolos.
Em Lucas 1:1-4, ele afirma ter investigado cuidadosamente os fatos.
Em Atos 1:1, ele conecta sua segunda obra à primeira.
Isso significa que boa parcela do Novo Testamento foi escrita por Lucas.
O Espírito Santo e o Privilégio de Lucas
Após o início da igreja em Atos 2, é Lucas quem registra a expansão do evangelho além de Jerusalém, as viagens missionárias de Paulo, a inclusão dos gentios na igreja e o avanço do Reino até Roma.
Nos trechos chamados “seções nós” (Atos 16:10; 20:5; 27:1), Lucas mostra que estava presente nas viagens.
Se não fossem seus escritos, saberíamos muito menos sobre a igreja primitiva, o ministério missionário, a vida de Paulo e a fidelidade de tantos cooperadores.
O Espírito Santo decidiu usar Lucas como historiador inspirado da igreja nascente. Que privilégio!
Companheiro Até o Fim
No momento mais difícil da segunda prisão, Paulo escreve: “Somente Lucas está comigo.” (2 Timóteo 4:11)
Todos partiram. Alguns foram enviados. Demas abandonou. Mas Lucas permaneceu.
Não apenas como o escritor inspirado. Mas como amigo. Como médico. Como irmão.
A fidelidade silenciosa de Lucas sustentou o apóstolo no fim da vida.
O Que Lucas Nos Ensina Hoje?
Usemos nossa profissão para o Reino. Lucas serviu como médico e missionário. Nossa formação pode ser instrumento nas mãos de Deus.
Fidelidade vale mais que destaque. Ele não foi apóstolo. Não foi pregador principal. Mas seu legado atravessa séculos.
Sirvamos nos bastidores. Enquanto Paulo pregava, Lucas observava, registrava, cuidava; enfim, servia.
Permaneçamos, mesmo que outros partam ou abandonem. A maturidade cristã se revela na constância. Quando penso nas pessoas que já estavam em Cristo antes de minha conversão e hoje permanecem fiéis, louvo a Deus por suas vidas. Mas me entristeço pela quantidade dos que desviaram do evangelho nesse período de quase quatro décadas.
Deixemos um legado espiritual. Lucas escreveu para que tivéssemos “certeza das coisas” (Lc 1:4). Seu trabalho fortaleceu gerações futuras.
Encerrando a série criada a partir da leitura do livro de Filemom:
Em Epafras, vimos intercessão perseverante.
Em Marcos, restauração e novos começos.
Em Aristarco, fidelidade nas tempestades.
Em Demas, o perigo de amar o presente século.
Em Lucas, fidelidade constante e legado duradouro.
A igreja é feita de pessoas reais: algumas perseveram, outras se perdem, mas Deus continua edificando seu Reino através dos fiéis.
Palavra Final de Incentivo
Podemos não ser os protagonistas (até porque, para o cristão fiel, o Senhor Jesus deve ser sempre o protagonista em nossas vidas). Talvez nosso nome não apareça em destaque, mas Deus usa servos constantes.
Permaneçamos. Sirvamos. Escrevamos nossa história com fidelidade.
Que sejamos cooperadores fiéis até o fim, como o foram os heróis da fé da nossa série. Isto é, QUASE todos. Motivo de incentivo, mas também de alerta.











