“Mas o Senhor lhe disse: — Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato; mas o interior de vocês está cheio de roubo e de maldade. Seus tolos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior? Mas deem como esmola o que está dentro do copo e do prato, e tudo lhes será limpo.” – Lucas 11:39-41
O texto de hoje é um exemplo do que Jesus diz no versículo escolhido do artigo anterior: “Os olhos são a lâmpada do corpo… Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não sejam trevas.” – Lucas 11:34a-35
Jesus foi convidado por um fariseu para uma refeição na casa daquele. O texto diz que o fariseu se admirou por Jesus haver tomado a mesa sem lavar-se primeiro. Aqui não se refere a norma de higiene, mas a lavagem aí era espiritual. Logo, por esse motivo o fariseu entendia que Jesus estava espiritualmente impuro.
É contra isso que Jesus se insurge. Não adianta ter o exterior ou o lado de fora limpo quando o interior está impuro, pois os olhos são maus. O olho do fariseu julgou Jesus mal apenas olhando a eventual sujeira exterior de Jesus (pó nas mãos?) como algo interior.
Hoje não é muito diferente. Se não tomarmos cuidado damos muita importância a pureza que eu chamaria de cerimonial. Ter um linguajar religioso, por exemplo. Quanto mais religiosa uma pessoa parece ser, especialmente no seu linguajar, quando convivemos com ela, mais decepção temos.
Podemos valorizar atos exterior que não são errados em si: ler a Bíblia, congregar com os irmãos, participar da ceia semanalmente, ofertarmos, entre outras atitudes corretas. Porém, a pergunta crucial é como estamos interiormente, os nossos olhos são bons, permitindo que entre em nosso coração somente o que é bom ou permitimos que sujeira entre em nós?
Algo a destacar no caso do fariseu é que essa norma de lavar às mãos era extrabíblica, isto é, era uma tradição e não aquilo que a Palavra de Deus prescrevia. Por esse motivo Jesus os censura como também censura os intérpretes da lei.
Façamos um inventário regular de nosso coração, lá de dentro e perguntemos: o que tem habitado ali? Tenho sido transformado interiormente, diariamente, de glória em glória, sendo mais parecido por Jesus ou eu vivo apenas de aparência? O que sou publicamente é parecido com aquilo que eu sou quando estou sozinho ou com aqueles que têm acesso a minha companhia constante como amigos chegados e familiares?
“E todos nós, com o rosto descoberto, contemplando a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, que é o Espírito.” – 2 Coríntios 3:18.











