Era 25 de outubro de 1998. Haviam se passado cerca de sete meses desde que passei a frequentar a Igreja de Cristo, Nove de Julho, no dia 15 de março daquele mesmo ano. Embora as dificuldades aumentassem, eu continuava firme na busca por conhecer esse Jesus que estava disposto a me perdoar.
Minha filha, Evelyn, que hoje está com 27 anos, havia nascido em 29 de agosto de 1998. Foi um alívio para mim — depois de tanta tensão durante a gestação, por conta da fé, o nascimento dela me trouxe paz, e Deus abriu o caminho para eu trilhar com a certeza da minha salvação.
Foi o dia mais feliz da minha vida: 25 de outubro de 1998. Nasci de novo. Mal podia acreditar que Ele me perdoara, depois de tantas ofensas cometidas contra Ele. Nesse mesmo dia, comuniquei aos irmãos que não frequentaria mais os cultos ali, mas sim em Itaquera, por conta da mudança geográfica que passamos naquele período (já falei sobre isso).
Enfim, cheguei naquele dia radiante de alegria. Minha digníssima esposa nem podia imaginar a razão daquela felicidade, pois não lhe havia contado — em virtude da forte discordância dela (também já mencionei isso anteriormente). Fiquei a tarde inteira, naquele domingo glorioso, louvando a Deus numa rede, na garagem de casa.
Chegou a segunda-feira, e fui trabalhar ainda desfrutando da intensa alegria de ter meus pecados perdoados. Quando cheguei do trabalho em casa, por volta das 18h, minha esposa estava me esperando no último degrau da escada que dava acesso à nossa casa — depois de eu deixar o carro na garagem. Era notório em seu rosto que algo estava errado, aliás, muito errado! Fui dar um beijo nela, e ela virou o rosto. Percebi imediatamente que ela já sabia, pois logo veio a pergunta: “O que aconteceu naquela igreja ontem?” Imediatamente respondi: “Eu fui batizado. Eu nasci de novo.” Ela respondeu: “É, porque o Evandro (na época com 5 anos, e que ia sempre comigo) disse: ‘Meu pai casou ontem na igreja’.” (Não sei por que o Evandro falou isso — talvez porque tenha me visto de branco, a roupa do batismo.) E eu disse a ela: “Sim, é verdade! Casei sim — com Jesus. Me uni a Ele através do novo nascimento.” Eu sabia que ela não entenderia, mas era o que eu tinha para dizer.
Naquele momento, foi como se uma densa nuvem baixasse ali e tudo escurecesse. Tentei beijá-la novamente, quando ouvi de sua boca: “A partir de hoje, você não toca mais em mim.” E eu disse: “Tudo bem, vou respeitar sua decisão. Mas quero que saiba que vou continuar com você até o fim da vida.” Ela saiu e foi chorar. Sinceramente, não sei como fui capaz de dizer essas palavras — mas disse, e estava disposto, pela alegria que sentia, a cumprir aquilo que minha boca falara.
Os dias seguintes, você pode imaginar, não foram nada fáceis. A pessoa que eu amava tornara-se minha maior opositora naquele momento. Mas Deus estava trabalhando — e Ele mudaria essa história. Ela passaria a ser, como é hoje, minha maior apoiadora. Embora eu não pudesse imaginar, “a boa mão do meu Deus estava comigo” (Neemias 2.8).











