“Então lhes recomendou: — Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem.” — Lucas 12:15
A Palavra de Deus é completa. Tudo o que precisamos para termos uma vida feliz aqui na terra — apesar dos sofrimentos e dores que passaremos — está nela. E, mais importante, ela nos prepara para a verdadeira felicidade que viveremos nas regiões celestiais, quando tomarmos posse das moradas que estão sendo preparadas para nós pelo Senhor Jesus (João 14:2-3).
A Bíblia tem promessas, mandamentos, advertências, consolo, ensino e verdadeiros princípios para a vida. E o texto de hoje é um dos muitos que utilizo como princípios para a minha vida: a vida de uma pessoa, isto é, sua importância e identidade, não consiste nos bens que possui.
Num mundo onde as pessoas são identificadas por sua profissão, pela casa onde moram, pela marca e ano do seu carro, pelo tipo de celular que utilizam, Jesus nos ensina uma grande verdade que, se internalizada, nos fará ter uma vida muito mais feliz nesta terra. Pois aí está a raiz do contentamento: a vida de uma pessoa não consiste na abundância de bens materiais que acumulou nesta terra.
“Digo isto, não porque esteja necessitado, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” — Filipenses 4:11
“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.” — 1 Timóteo 6:6-8
“Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam, nem roubam. Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.” — Mateus 6:19-21
Quando somos governados por Jesus, valores que o mundo tanto valoriza — como status, fama, poder e bens materiais — perdem seu brilho. Pois percebemos que, com Jesus, temos o sustento de cada dia, e Ele nos abençoa por meio de nosso trabalho honesto. Não ficamos nos comparando aos outros. Claro, lutaremos pelo pão de cada dia, mas a gratidão pelo maná que Deus nos dá diariamente nos fará pessoas contentes com o que temos.
Claro que o texto de hoje pode levar alguém a pensar em ter uma fé franciscana, isto é, renunciar todos os bens materiais como fez Francisco de Assis. Claro que a atitude dele é louvável. Porém, no dia a dia, não é assim que viveremos. Por isso, tenho outro princípio de vida que equilibra os citados nos textos acima.
“Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário, para não acontecer que, estando eu farto, te negue e diga: ‘Quem é o Senhor?’ Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.” — Provérbios 30:8-9
Esse provérbio é outro princípio de vida para mim. Luto todos os dias para dar uma vida confortável à minha família. No entanto, sei que não precisamos de muito para sermos felizes, pois “o Senhor é o nosso Pastor” (Salmo 23), e, por Ele ser o Pastor, nada nos faltará, pois supre todas as nossas necessidades físicas, emocionais e, especialmente, espirituais.
Peço a Deus que não permita a pobreza extrema. É triste acordar e não ter o mínimo, ou ver os filhos pedindo o básico e não termos. Mas quero muito menos a riqueza, pois tenho certeza de que ela somente me causará males, pois poderei, de repente, me descobrir um amante de Mamon. Além disso, se Deus parar de me manter em rédeas curtas, farei muitas bobagens na vida, que causarão somente tristeza — nesta vida e, especialmente, no porvir. Não quero isso para mim.
Qual a razão do materialismo e do consumismo desenfreado dos dias atuais? Pensar que o valor pessoal está atrelado a bens, fama e poder, quando, na realidade, nosso valor está fixado ao fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26) e recriados em Jesus quando nascemos de novo e fizemos dEle o Senhor — cuidador e dono — de nossa vida.
Que o texto de hoje encha nosso coração de paz, alegria, satisfação e muito contentamento pelo que temos de mais valioso em nossa vida: Jesus, como o nosso bom Pastor (João 10).
E meu desejo, para você que lê estas reflexões diárias, é que já tenha feito de Jesus o seu Senhor e Salvador.











