O que os cristãos versados na Palavra de Deus devem fazer quando presenciam os sinais da divisão partidária da liderança contra certos membros da igreja? Devem instruí-los com amor e verdade (Tt 1.9) e sujeitando-se “uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.21). Devemos exortar tais irmãos com espírito de humildade, paciência, amor e sabedoria, para que suas falhas na fé sejam corrigidas e obedeçam assim às ordens do Senhor nas Escrituras (Ef 4.13). Isso é uma disciplina espiritual que preserva a unidade do Corpo de Cristo e promove o crescimento saudável de todos (Sl 133.1). Se possível, ensinar a tais irmãos que tratem a todos com honra (1Ts 5.12–13; 1Pe 2.17).
1. A liderança que não consulta, concorda e não pratica as Escrituras
Uma excelente oportunidade para aprender mais, fazer perguntas e acrescentar conhecimentos à igreja é na Escola Dominical. Pergunte ao professor: “Como você aborda, ensina, se relaciona e disciplina parte da irmandade quando está fora dos padrões da Sã Doutrina?” A Bíblia nos educa como filhos de Deus, membros da família de Deus — e, como tais, somos amigos, conselheiros e cooperadores de Cristo (Jo 15.14; 1Co 6.9). Se a liderança nos maltrata, devemos questionar os motivos e nos relacionar uns com os outros na Palavra de Deus. Fora dela, tal conduta de acepção, omissão, rejeição e inimizade fere a santidade da igreja e de Cristo (1Pe 1.22–23; 2.1–2). Todos igualmente devem considerar as instruções bíblicas para a edificação da igreja e não tropeçar a fé dos irmãos (1Co 14.12; Rm 14.13).
2. Quando tradições humanas sufocam os dons do Espírito
Como, então, quebrar estas regras, costumes e tradições que vieram de fora para dentro da igreja que você frequenta? Paulo nos ensina como tratar essa falta de conhecimento, postura doutrinária e comportamentos contrários à luz das Escrituras: Rm 12.1–2; Gl 5.1; 6.1; Cl 4.2–6; 2Tm 2.15; 3.14–15. Tiago também afirma que devemos ser praticantes (Tg 1.22–25).
O ato de impedir irmãos de exercerem seus dons espirituais, por preconceito, ciúmes ou tradição, é resistir à manifestação do Espírito Santo na igreja (1Co 12.1). Fale com fé, ousadia, amor e sabedoria a todos, para promover o crescimento, os dons e a edificação de todos os irmãos (Ef 4.12–15; Fp 1.27; 2.12–13; 1Ts 5.12–14; 1Tm 4.12–15; 2Tm 2.15; Tt 2.1; 1Pe 4.11). Deixe o Espírito Santo agir, falar e trazer a paz; induza ao arrependimento, revele os dons espirituais, mostre como andar, viver unidos e enriquecer a vida cristã (Gl 5.25; 1Tm 4.9–15; 2Tm 1.7; 1Ts 4.9–10; 5.19,23).
3. Liderança ética: combater a indiscrição com sabedoria
Uma outra pergunta: sua liderança sabe como combater a indiscrição pública, as reuniões secretas contra irmãos e promover a ética do amor e da edificação da igreja? O combate à indiscrição pública nunca deve ser feito de maneira punitiva, estúpida ou vergonhosa, pois há sempre visitantes e irmãos neófitos na fé. Tomar decisões nervosas, sem discernimento espiritual, expõe toda a liderança à fraqueza e à descredibilidade pública, gera escândalos, comentários negativos, fere a comunhão dos santos e provoca divisões e antipatia pela liderança (Ef 4.26).
Consulte irmãos sábios e experientes para não manchar a reputação cristã e aja de forma privada e ordeira.
A força e a responsabilidade da liderança é proteger o rebanho, conhecer suas necessidades (Pv 27.23), dificuldades (Hb 5.14) e adversidades (1Ts 5.14; 1Pe 5.8). O preço pelo desprezo, rejeição, omissão e desrespeito pelos irmãos problemáticos e pela indiscrição pública é caro aos olhos de Deus. Por isso, os deveres do ministério pastoral foram dados por Pedro (1Pe 5.2–7), pelo autor de Hebreus (13.17), por Tiago (3.1–2) e por João (2Jo 9).
Pediu para ser presbítero? Vá cheirar as ovelhas!
Para ser evangelista? Fale e pregue o Evangelho a todos!
Para ser membro fiel do Corpo de Cristo?
Frequente e participe dos trabalhos!
Deixe que Jesus seja a Cabeça da igreja!
Para entrar nos Céus? Seja cristão de verdade!
Tenha paz e santificação! Tudo está na Bíblia!
4. O exemplo de Jesus: amor, compaixão e unidade
Diante das divisões, rixas entre irmãos, acusações, maledicências e julgamentos, como Jesus agia? É só reler os quatro evangelhos: amor, compaixão e altruísmo divino (Jo 10.30). Jesus crescia horizontal e verticalmente diante de Deus e dos homens em três áreas (Lc 2.52), além de demonstrar amor aos Seus discípulos (Lc 6.37–38; Jo 13.35) e promover a unidade de Sua igreja com o Pai (Jo 17). João aprendeu rapidinho (1Jo 2.5–6; 4.21; 3Jo 4).
Pregadores e professores, falem mais sobre o que Jesus fez, para que todos testemunhem ao mundo com uma mensagem Cristocêntrica! Falem de suas fraquezas como ministros, e a igreja há de orar pelo crescimento e pela restauração de vocês (Tg 5.16).
5. Reconstruir tudo com amor
Os líderes da igreja demonstram amor genuíno ao rebanho de Cristo? O amor, disse Paulo, é o vínculo da perfeição (Cl 3.14). Jesus não ficava à deriva de Seus discípulos, mas perto deles e com eles. Tinha comunhão constante com eles.
Reconstrua o amor verdadeiro, sem hipocrisia, praticado pela amizade fraternal e afetos cordiais, enriquecendo suas qualidades em Cristo (1Co 13.4–8,13). Da mesma forma, devemos imitar o amor de Cristo por todos os membros (3Jo 4). De norte a sul, de leste a oeste, somos irmãos do Senhor pelo amor. Pratiquemos esse amor para que sejamos “tomados de toda a plenitude de Deus”, cujo poder “opera em nós” (Ef 3.17–21).
Conclusão: Voltar ao essencial, à unidade e à vida no Corpo de Cristo
Quem não quer fazer parte de uma congregação que ama, cresce, pratica a Palavra de Deus e torna-se conhecida por todos? Todos querem! A igreja era assim no princípio do primeiro século, cheia do Espírito Santo (At 9.31). Quando a igreja — líderes e liderados — compreender a força do amor, da unidade, do bem-estar espiritual, abraçar a comunhão no Senhor e permanecer na graça e no conhecimento de Cristo (2Pe 3.18), esses e outros problemas serão resolvidos com orações, ações de graça e na manifestação do Espírito Santo.
Assim, quando honramos uns aos outros, todos se regozijam, porque somos um só Corpo em Cristo Jesus (1Co 12.26–27). “Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (1Co 16.14).











