“Um dos dez, vendo que estava curado, voltou dando glória a Deus em alta voz e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe. E este era samaritano.” – Lucas 17:15-16
Estamos refletindo sobre a cura dos 10 leprosos. Aquela comunidade unida pelo sofrimento da terrível doença, já sabia sobre o poder e a compaixão de Jesus. Por esse motivo, ao saber que o Mestre estava na região, sai ao encontro dele e, de longe, gritam: “Jesus, Mestre, tenha compaixão de nós!”
Jesus ordena-lhes que se apresentem ao sacerdote, algo que somente alguém sentindo-se curado podia fazer. Eles obedecem e vão.
De repente os 10 sentem que estão curados. Um olha para o outro, a lepra desapareceu, a pele está sã. Se a doença trouxesse algum tipo de dor, nada mais sentiam. Talvez se abracem na alegria da cura depois de tanto tempo. Parece que a maioria continua seu caminho em direção ao local onde se encontra o sacerdote.
Porém, um deles, o texto faz questão de ressaltar, samaritano, volta para encontrar-se com Jesus. Ele não se contém, talvez esteja chorando, volta pelo caminho aos gritos, dando glória a Deus. Que cena comovente. Ao pensar na cena, nesse momento, lágrimas teimam em cair dos meus olhos.
O samaritano chega até Jesus e, sem nenhuma vergonha, prostra-se em terra aos pés do Senhor, agradecendo-lhe: “Obrigado, Senhor, muito obrigado pela minha cura” pode ter sido as palavras dele ditas a Jesus, entrecortadas entre soluções, lágrimas de alegria e gratidão.
Por que somente o samaritano tem essa atitude? Podíamos pensar em vários motivos, mas, o principal deles, foi reconhecer onde estava, o que Jesus fez por ele e o mínimo a fazer seria ter aquela atitude. Talvez, por sentir-se menos digno, o único não judeu, a gratidão transborda. Em parte, a ingratidão vem do fato de acharmos que aquele que nos fez o bem não fez mais que sua obrigação para conosco. É a atitude que vejo em alguns filhos em relação aos seus pais e também em alguns irmãos em Cristo com relação a outros que tanto lhes abençoam.
Às vezes ficamos conversando sobre a razão de não evangelizarmos mais. Talvez, uma das razões, é não percebermos o que Jesus fez por nós ao nos curar da lepra, não a doença física, mas o pecado, que poderia nos fazer passar a eternidade longe de Deus, no inferno.
Talvez por não entendermos a dimensão da compaixão de Deus por nós, bem como do destino que fomos salvos, não temos a gratidão demonstrada pelo samaritano. O apóstolo Paulo entendeu bem isso. Por isso ele diz:
“Porque, se enlouquecemos, é para Deus, e, se conservamos o juízo, é para vocês. Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” – 2 Coríntios 5:13-15
Quanto mais gratos somos a Jesus, mais queremos viver para Ele, em obediência e também não iremos nos conter em dar gritos de alegria e louvor pela gratidão que temos. Esses “gritos” se manifestarão através do nosso assunto predileto, isto é, Jesus morto e ressurreto por nós, a maneira de Deus para salvar a humanidade. Vamos desejar que todos saibam dessa boa notícia.
Como última aplicação, quero falar da importância de termos um coração grato não somente com Deus, mas com todos que nos fizeram o bem, tiveram atitudes de amor para conosco.
Pessoalmente, tenho pessoas que me marcaram, com sua atitude de amor para comigo, especialmente aquelas que, nos momentos mais difíceis e complicados da minha vida, me estenderam a mão. A esses verdadeiros anjos de Deus, tenho um sentimento de gratidão que levarei para o túmulo.
Da mesma maneira que ficamos felizes quando alguém reconhece algo de bom que fizemos e mostra-se grato, Jesus também ficará feliz com a atitude do samaritano. Permitindo Deus, nosso assunto do próximo artigo.











