A morte Pode Ser o Seu Maior Alívio

A morte Pode Ser o Seu Maior Alívio

Você já teve um dia tão pesado que desejou simplesmente “apagar”? Dormir até Deus te acordar? Não vou te julgar. A vida, aqui e agora, tem uma porção de areia movediça. São contas que não fecham, relacionamentos que machucam, doenças que corroem. É uma luta constante contra o cansaço, a ansiedade e aquela sensação chata de que estamos sempre correndo atrás do vento.

Para quem está exausto, a morte parece a linha de chegada.

E, de certa forma, é verdade. A morte é uma bênção. Não por acabar com a vida, mas por nos livrar do cativeiro.

O fim da picada do escorpião

Imagine um homem preso em uma sala onde um escorpião o pica a cada cinco minutos. A dor é insuportável. A única porta de saída é a morte.

Para esse homem, morrer não é uma tragédia. É um livramento. Acaba com a picada, o veneno e o desespero.

A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Mas preste atenção: o versículo não diz que a morte é a vingança de Deus. Ela é o salário. O pagamento. O fim do contrato com o erro.

Paulo foi ainda mais radical: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Pare para pensar. Como alguém chama a morte de “lucro”? Porque Paulo entendia que aqui, neste mundo, estamos sujeitos ao ataque. À falha. À traição. Ao envelhecimento. A morte física, para o cristão, é como Deus dizendo: “Chega. Você sofreu demais. Volte para casa.”

O grande mal-entendido sobre o “fim”

Aqui mora o problema. A maioria das pessoas confunde cessação com descanso.

Elas acham que morrer é como apagar uma luz. Escuridão eterna. Silêncio. Nada. Isso seria um alívio? Sim, seria um tipo de alívio. Mas é um alívio falso, porque não é a verdade.

A boa notícia (e a má, dependendo de onde você está) é que a sua morte será somente uma vez.

Você não vai virar pó e sumir. Você vai trocar de endereço.

Jesus foi cirúrgico: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). Note o tempo verbal. Ainda que morra (a morte física acontece uma vez), viverá (a consciência continua).

O terror que ninguém quer encarar

Se a morte é uma bênção para quem está em Cristo, o que acontece com quem rejeita essa troca?

Aí entra o ponto que dói. O ponto que a cultura moderna varre para debaixo do tapete com frases bonitas como “ele virou estrelinha” ou “está numa luz melhor”.

A Escritura é desconfortavelmente clara: No inferno não existe morte.

Leia de novo. Isso é assustador.

“E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte” (Apocalipse 20:14). Perceba: a primeira morte (física) acaba com a dor do corpo. Já a segunda morte (espiritual) é diferente. Ela não acaba com nada. Ela apenas separa.

Jesus descreveu o lugar como onde “a traça não morre e o fogo não se apaga” (Marcos 9:48).

– Não existe morrer para aliviar a dor.
– Não existe apagar para acabar com a lembrança do erro.
– Existe apenas choro e ranger de dentes (Mateus 13:42).

Choro é pela perda. Ranger de dentes é pela raiva eterna de saber que você teve uma chance e a desperdiçou.

A história contada por Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31) descreve um homem rico que vivia com opulência, vestindo roupas finas e festejando todos os dias, enquanto um mendigo chamado Lázaro, coberto de feridas, jazia à sua porta, desejando comer as migalhas que caíam da mesa do rico. Ambos morrem; Lázaro é levado por anjos para o “seio de Abraão” (um lugar de consolo), enquanto o rico vai para o Hades, onde sofre tormento. De longe, o rico vê Abraão e Lázaro e pede que o mendigo lhe traga um pouco de água para aliviar sua sede, mas Abraão responde que há um grande abismo intransponível entre eles. O rico então suplica que Abraão envie Lázaro para avisar seus cinco irmãos, para que não caiam no mesmo lugar de tormento, mas Abraão afirma que eles já têm Moisés e os Profetas (as Escrituras) para ouvir (hoje para nós seria Jesus e os apóstolos, o Novo Testamento); se não as escutam, também não se convencerão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos. A parábola ensina sobre a inversão de valores no Reino de Deus, a urgência da justiça e da misericórdia durante a vida, e a suficiência das Escrituras para a salvação.

Como morrer (bem) a única vez

Você quer morrer abençoado? A Bíblia dá o manual de instruções.

Não é sobre ser bonzinho. Não é sobre ir à igreja para carimbar o cartão. É sobre aliança.

Davi, um homem que matou e adulterou, morreu abençoado. Por quê? Porque ele disse: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo” (Salmos 23:4). O céu foi feito para nós, pecadores que encontram a remissão dos pecados aqui nesta vida.

A certeza não está no quão santo você foi. Está em quem está com você na hora do apagar das luzes.

Para morrer abençoado, você precisa:

1.  Trocar o medo pela confiança. “Prefiro estar ausente do corpo e presente com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). A morte vira uma porta, não um paredão.
2.  Resolver sua pendência agora. “Eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6:2). Não deixe para amanhã. O “amanhã” pode ser a eternidade sem Deus.
3.  Entender que o inferno é a solidão máxima. Deus respeita sua escolha. Se você não quis a companhia d’Ele aqui, Ele não vai forçar a barra lá. O tormento não é fogo físico apenas; é a ausência total de qualquer bem, qualquer esperança, qualquer fim.

O fio da navalha

A morte é uma bênção? Sim. Ela livra o sofredor da opressão do mundo. Mas ela só é bênção para quem está com a alma em paz com o Criador. Para os outros, a morte é o início de uma prisão sem grades, onde o pior não é a dor, mas a certeza de que aquilo nunca, nunca vai terminar. Não há “morrer” para escapar. Não há juiz de apelação.

Hoje, enquanto você lê isso, você tem a chave na mão. Não morra a morte eterna. Aceite o livramento agora. Frases de impacto para guardar no bolso:

“A morte física é o ponto final do sofrimento; a morte eterna é a vírgula que nunca chega ao fim.”
“Morra antes de morrer. Você não terá outra chance.”

Aplicação prática para agora:

Pegue um papel e escreva: “Se eu morresse hoje, qual é a única coisa que me impediria de chamar a morte de bênção?”. Se a resposta for “não ter certeza da minha salvação”, resolva isso hoje. Converse com Deus como você fala com um amigo. Ele não se assusta com suas perguntas. E as respostas? Ah, Ele já respondeu todas as perguntas na Bíblia. Abra e leia. Quer ajuda? Estou aqui…