A Parábola do Administrador Desonesto: Parte Final

A Parábola do Administrador Desonesto: Parte Final

“Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque irá odiar um e amar o outro, ou irá dedicar-se a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.” — Lucas 16:13

Jesus utiliza uma relação comum no primeiro século para ensinar verdades espirituais. Naquela época, a maioria das pessoas no Império Romano era composta por escravos, e não empregados. Eles estavam à disposição do seu senhor de forma integral.

É com base nessa relação que Jesus nos desafia a decidir a quem vamos servir: a Mamom (traduzido como riquezas) ou a Deus. Não há meio-termo. Na prática, dedicaremos nosso amor e o nosso melhor àquele a quem servirmos. Esta é a pergunta que já ecoa no Evangelho de Lucas: quem é, de fato, o grande amor da sua vida?

“Se alguém vem a mim e não me ama mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua mulher, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” — Lucas 14:26

Mamom está aqui personificado, em direta oposição a Deus. É como se o serviço a um levasse à profanação do outro. Mas qual é a maneira de servirmos a Deus profanando Mamom? Fazendo dele o nosso servo e utilizando-o para servir às pessoas.

“E eu lhes recomendo: usem a riqueza injusta para fazer amigos, para que, quando a riqueza faltar, vocês sejam recebidos nos tabernáculos eternos.” — Lucas 16:9

Por que as riquezas irão faltar? Porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que possui.

A maior profanação que podemos fazer às riquezas é utilizá-las para ajudar quem precisa. É empregar boa parte delas na propagação do evangelho e no crescimento do Reino de Deus aqui na terra. Tudo isso no contexto de escravos de Deus. Basta olhar o nosso orçamento mensal e observar onde aplicamos, por exemplo, o nosso salário.

Pensemos, portanto: as riquezas são minhas servas ou eu sou servo delas? O buraco que existe na minha alma é preenchido por Deus, ou vivo uma busca frenética para ter mais e mais bens materiais?

A resposta a estas perguntas revelará a quem, de fato, servimos: a Deus ou às riquezas. Lembre-se: não há meio-termo.