Assistindo ao noticiário, uma matéria me chamou a atenção: um homem (pedófilo) criou um perfil falso na rede social (Facebook) se passando por um astro da música adolescente; assim, ele mantinha contatos online com milhares de crianças (meninos e meninas) e adolescentes, os convencendo a mandar para ele os famosos ‘nudes’.
A matéria apelava aos pais que vigiassem e acompanhassem os filhos no uso da internet e principalmente das redes sociais (que apelo mais obvio?!). A primeira pergunta que fiz foi mesmo: “Onde estão os pais dessas crianças?”
Mas, posteriormente, a reflexão amadurece com outra pergunta que fiz a mim mesma: “Será que minhas filhas, se estivessem sozinhas na internet, seriam persuadidas também?” … “Eu estou ensinando-as a se protegerem quando eu não estiver presente?”. Pois sei que é humanamente impossível estarmos presentes em todos os lugares com nossos filhos; também nem é saudável para o desenvolvimento e amadurecimento humano.
A proteção começa através da orientação. Além de ensinarmos que não falem com estranhos, não aceitem comida nem bebida de desconhecidos, olhem para os dois lados ao atravessarem a rua, precisamos também quebrar o tabu e ensiná-los sobre Sexualidade.
Educar os filhos sobre Sexualidade não é ensinar sobre “sexo”, é algo mais amplo e começa muito cedo, quando tratamos as crianças com carinho, respeitando suas necessidades fisiológicas (sono, fome, cansaço, higiene, desejo), quando não obrigamos as crianças a “dar beijo no tio” quando elas não se sentem à vontade, quando respeitamos o momento em que ela não quer sorrir para a self familiar, quando paramos para ouvir que o sapato está apertado, que a pancada doeu de verdade… tudo o que envolve o corpo, o desejo, o afeto, entra no âmbito da sexualidade.
Educar sobre sexualidade não é papel da escola, mas da família: é no seio familiar, tomando como base seus valores, que a família fortalece a autoestima dos filhos, ensina sobre o respeito pelo corpo precioso que ela tem. Não um ensino através do medo de castigo, mas a partir da verdade libertadora de que somos criação de Deus, à Sua imagem e semelhança, feitos para um propósito santo. Ensinar sobre sexualidade também é papel da família cristã, através do fortalecimento dos laços de cuidado e proteção, num ambiente de amor, aceitação e boas influências.
Diante disso, não quero ficar acomodada em somente pegar no pé da menina com short curto; não quero me restringir a ensinar às meninas da igreja sobre as vestimentas das moças virtuosas; não quero que minhas filhas e irmãs na fé sintam vergonha ou medo da própria sexualidade. Quero, sim, ensiná-las com amor a sentirem respeito, honra, gratidão, aceitação e zelo pelo seu corpo, pois assim elas estarão protegidas de todo aquele que quiser convencê-la do contrário, ou daquele que porventura tente desrespeitá-las. Além disso, nunca é demais mantermos os olhos bem atentos!
Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês. (1Coríntios 6:20)











