Não Desanimar

2 Co 4.16-20 – “Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.” NAA

Essa passagem sempre nos traz ânimo e fortalecimento, nos ajudando a enfrentar dificuldades. Isso é o que encontramos nela logo na primeira leitura. Porém, se prestarmos mais atenção a ela, muita coisa nos aparece.

Lembre-se que quem está dizendo isso é Paulo, o apóstolo chamado pelo próprio Jesus e escolhido para trabalhar com os gentios. Esse mesmo Paulo vai abandonar sua antiga vida, onde, por um olhar meramente humano, é uma vida absolutamente tranquila. Bem posicionado socialmente, cidadão romano com todas as regalias da época, culto, bem relacionado com todos e contando com a confiança de toda a liderança religiosa da época, da qual, aliás, era um dos mais destacados.

Ao ser chamado por Cristo, joga toda a vida secular fora, até mesmo se referindo à sua antiga vida como “lixo” em Fp 3.8, e se torna o apóstolo que todos nós conhecemos.

Esse chamado de Paulo lhe trouxe consequências. Aliás, ser servo de Cristo tem consequências. As de Paulo foram pesadas. Em 2 Co 11.23-27, ele relata algumas delas: açoites, prisão, apedrejamento, além de outras. E esse mesmo homem é quem nos convida a não desanimarmos!

Deveria nos causar vergonha a nossa atitude quando, nas pequenas dificuldades pelas quais passamos, já nos fazem reclamar, desistir e desanimar. Já não queremos continuar com nosso trabalho para Deus quando nos deparamos com qualquer tipo de dificuldades. Como temos a aprender com o apóstolo.

Que aprendamos a não desanimar. As coisas pelas quais passamos nem de longe se comparam com as quais Paulo passou. Que olhemos não para aquilo que está à nossa frente, mas sim para aquilo que não podemos ver, que é eterno. É lá que devemos direcionar nosso olhar.