A Cura Dos 10 Leprosos, Parte 1

A Cura Dos 10 Leprosos, Parte 1

“De caminho para Jerusalém, Jesus passava pelo meio de Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e gritaram: — Jesus, Mestre, tenha compaixão de nós!” – Lucas 17:11-13

A cura dos 10 leprosos é uma história terna e cheia de boas lições.

Começa com a própria passagem de Jesus pelo meio da Samaria. O Senhor Jesus “não tinha jeito mesmo” em seu amor a todos. Há algum tempo não fora recebido para ser hospedado naquela região, a ponto de Tiago e João pedirem que fizesse cair fogo do céu para destruir aos samaritanos (Lucas 9:54). Mas nosso Senhor “não se emendava” (rs). Ele não permitia que aquele ressentimento antigo entre judeus e samaritanos lhe contaminasse. E mais uma vez, lá está Jesus, passado pelo meio da Samaria, ao invés de dar aquela volta para não entrar ali, como fazia a maioria dos judeus quando viajava da Galiléia para Jerusalém.

O texto diz que ao entrar na aldeia “saíram-lhe ao encontro dez leprosos”. Quem eram eles? Há quanto tempo estavam ali? Apenas saberemos que um deles era samaritano.

Mas o que sabemos é que eram “companheiros no sofrimento” a ponto de até mesmo judeus entrarem naquela região samaritana. Segregados por causa da doença, longe dos seus, eles sabiam o que era viver solitário e isolado. E nessa solidão, a terrível doença, lepra, os aproximara. Ao ouvirem falar de Jesus, correram ao seu encontro, última esperança para a cura daquela enfermidade.

Algo que um discípulo de Jesus deve ser é um “imã” que atrai o que sofre, como Jesus. Infelizmente, por causa de experiências nossas na infância ou mesmo por entendermos de forma equivocada o que significa seguir a Jesus, o “crente”, ao invés de atrair, às vezes afasta os pecadores, com nossa tendência de mostrarmos uma perfeição que não existe. Todos nós, discípulos de Jesus, somos ex-leprosos espirituais que, como aqueles 10, esperavam, contavam apenas com a compaixão de Jesus. Foi a compaixão dele que nos tirou do reino das trevas e nos transportou para o reino da luz (Colossenses 1:13).

Os 10, provavelmente homens, ficaram de longe, como era a obrigação deles, gritando por Jesus, esperando que Ele tivesse um olhar para eles. É o mesmo que faz alguém que deseja ser salvo do pecado. Aproxima-se do Mestre, ciente de sua pecaminosidade, esperando inteiramente na compaixão do Senhor. Antes de ser salvo precisa reconhecer-se “pobre de espírito” e “chorar por seus pecados” (Mateus 5:3-4).

Finalmente, mal aqueles leprosos sabiam que aquela viagem de Jesus, a última em que ele passaria pelo meio de Samaria, era a viagem da compaixão. Movido por compaixão e amor pela humanidade (Lucas 9:51), Jesus aproximava-se de forma resoluta de Jerusalém, pronto para dar a maior prova de amor não somente pelos leprosos, mas por toda a humanidade, ao morrer na cruz por nós (Romanos 5:8).

Como disse no início do artigo de hoje, essa história é terna, cheia de bons ensinamentos. Que continuaremos a descobrir, permitindo Deus, no próximo artigo.