Jesus Explica Sobre O Reino De Deus, Parte Final

Jesus Explica Sobre O Reino De Deus, Parte Final

“Indagado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus lhes respondeu: — O Reino de Deus não vem com visível aparência.
Nem dirão: “Ele está aqui!” Ou: “Lá está ele!” Porque o Reino de Deus está entre vocês.” – Lucas 17:20-21

Continuamos refletindo sobre a realidade do reino de Deus, um reino não material e físico, mas espiritual. Desde o dia de Pentecostes (Atos 2) as pessoas são convidadas para crerem em Jesus como único Salvador, confessá-lo como Senhor e Salvador, se arrependerem dos seus pecados, serem batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, quanto, então, são acrescentados ao reino. Há um último requisito importante: permanecer fiel até a morte (Apocalipse 2:10) ou até a vinda do Senhor Jesus (Filipenses 1:6).

Ser governado por Jesus é ser habitado pelo Espírito Santo, algo que ocorre no momento do batismo quando, após sermos mergulhados nas águas, nascemos da água e do Espírito (João 3:5).

No entanto, Jesus ensinou que após o batismo seus discípulos precisam aprender suas orientações (Mateus 28:20) e é a obediência a essas orientações que demonstra o quanto somos ou não governados por Deus. São orientações para todas as áreas da vida e quero destacar algumas delas.

“Esposas, que cada uma de vocês se sujeite a seu próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa e não a trate com amargura. Filhos, em tudo obedeçam a seus pais, pois fazer isso é agradável diante do Senhor. Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados. Servos, obedeçam em tudo a seus senhores aqui na terra, não servindo apenas quando estão sendo vigiados, visando somente agradar pessoas, mas com sinceridade de coração, temendo o Senhor.” – Colossenses 3:18-22

Nos textos acima há orientações para os cidadãos do reino em seus diversos relacionamentos: a esposa respeita ao marido e reconhece nele a liderança no lar, o marido ama a esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25) e não a trata com amargura, mas cuida dela (1 Pedro 3:7), os filhos obedecem aos pais e os pais não irritam seus filhos com disciplina severa demais ou, pior, incoerente, cobrando algo que nem eles fazem e os empregados (na época do Novo Testamento, escravos), servem aos seus superiores, chefes ou patrões como se estivessem trabalhando para o Senhor. Pois, como ensina outro texto da Palavra, essa atitude orna com a Palavra de Deus (Tito 2:9-10).

Também há ordens para os patrões ou chefes:

“E vocês, senhores, façam o mesmo com os servos, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como de vocês, está nos céus, e que ele não trata as pessoas com parcialidade.” – Efésios 6:9

Vejamos outros ensinamentos importantes para os governados por Jesus:

“Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” – Romanos 13:1

A pessoa governada por Jesus, por causa do Senhor, não se rebela contra as autoridades constituídas (autoridade política e no dia a dia como pais, professores e mesmo os anciãos na igreja, conforme Hebreus 13:7 e 17). Nossa sujeição é derivada de nos sujeitarmos à maior autoridade no Universo, Deus, de onde deriva todas as demais autoridades.

“Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros. Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros.” – João 13:34-35

“Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima.” – Hebreus 10:25

“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” – Tiago 5:16

Finalmente, para sermos governados por Jesus precisamos entender que não há vida espiritual fora do reino, isto é, da igreja do Senhor. Logo, nos esforçamos e utilizamos o poder do Espírito Santo para amarmos uns aos outros de forma prática, sendo esse o distintivo de cada cristão. Um coração transformado não consegue ver um irmão em Cristo passando por necessidade sem estender a mão com o que pode. É isto que irá atrair os não cristãos para o reino.

Desta forma, por amarmos os irmãos, em todas as oportunidades para nos reunir, iremos aproveitar. Claro, nem pensaremos em faltar nas reuniões dominicais onde celebramos a ceia do Senhor, compartilharmos a Palavra e estarmos juntos. Mas, surgindo outras oportunidades, faremos daquele tempo com os irmãos nossa prioridade.

Finalmente, mesmo nascidos de Deus, governados por Jesus, eventualmente pecaremos e precisaremos do ouvido atento, amoroso e firme de irmãos, que nos ajudarão a ter o pecado como exceção e não regra em nossa vida.

Encerramos assim as reflexões sobre o reino de Deus, de forma prática, pois não haverá o governo de Deus sobre cada cidadão do reino se este, deliberadamente, todos os dias, não decidir ler, conhecer, refletir e especialmente obedecer aos ensinos de Deus encontrados na Palavra escrita.