Na Caverna

O mundo todo acompanhou nos últimos dias o desenrolar do drama dos 12 meninos e o treinador de um time de futebol que estavam presos em uma caverna na Tailândia desde o dia 23 de junho, ficando presos por 15 longos dias, sendo finalmente todos resgatados com vida. Como eu sempre gosto de fazer, sempre há aplicações que podemos usar do cotidiano para aplicarmos na nossa vida espiritual.

Segundo informações da mídia os rapazes viram placas em frente à caverna advertindo sobre o perigo de entrar devido ao risco de chuvas, mas mesmo assim resolveram entrar, sendo surpreendidos quando estavam dentro da caverna, sendo obrigados a correrem cada vez mais pra dentro até encontrarem um local seguro, porém não puderam mais sair devido à chuva inundar parte da caverna.

Parecido conosco, quando estávamos vivendo nossas vidas como queríamos, andando por lugares desconhecidos e mesmo quando encontrávamos sinais que mostravam que era perigoso continuar, nos arriscávamos e seguíamos em frente, nos afundando cada vez mais pra dentro da escuridão.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres.” (Tito 3:3)

Na caverna, na mais completa escuridão, sem saída, sem esperança alguma de serem encontrados, aquelas 13 pessoas estavam apenas esperando chegar o fim, talvez lembrando-se agora dos avisos pra não entrarem ali, pra manterem-se distantes. Difícil imaginar o que passava pela cabeça deles, turbilhões de pensamentos a atormentá-los, mas não é difícil imaginar pelo menos uma coisa em que pensavam – “e agora, o que vamos fazer? Ninguém vai nos encontrar aqui tão distante. Por que não demos ouvidos aos avisos sobre o perigo?”.

Após vermos e sentirmos como o pecado pode nos castigar e fazer sofrer, passamos a dar valor àquelas palavras e avisos que queriam abrir nossos olhos e nos fazer evitar a dor, mas movidos pelo sentimento de que não há mais esperança, nos entregamos ao desespero e à completa desilusão de que ainda possa haver salvação.

“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte”? (Romanos 7:24)

Após 9 dias sozinhos na caverna, eles foram localizados por 2 mergulhadores ingleses que segundo informações chegaram até o local após um caminho de mais de 6 horas de mergulho, onde constataram que eles estavam bem, apesar de tudo, e que seriam retirados de lá. Imaginem a alegria daqueles garotos ao verem que foram encontrados e que agora tinham sua esperança renovada!

Depois de um tempo na escuridão e pecado, Deus sempre providencia alguém que vem nos trazer boas novas de salvação e mostrar que sempre há uma esperança. Por mais escuro e profundo que seja o lugar que o pecado nos conduziu, o amor de nosso Deus sempre nos alcança.

“…e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz. Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo? As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça. Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus! (Jonas 2:2-6)

Mesmo após serem encontrados, os rapazes tiveram que passar por dificuldades para serem resgatados, pois teriam que passar mergulhando por trechos totalmente alagados, sendo que nem mesmo sabiam nadar. Mas era a única chance de salvação. Tiveram que superar-se a si mesmos. Mas conseguiram, ajudados e amparados por mergulhadores experientes, e conseguiram todos serem resgatados.

Mesmo depois de aceitarmos Cristo e começarmos nossa caminhada, ainda cabe a nós passarmos e enfrentarmos dificuldades. O caminho a seguir não será fácil, mas sempre teremos o apoio de irmãos mais experientes que estão dispostos a nos ajudar.

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tiago 1:12)

Esse caso dos jovens tailandeses, graças a Deus, terminou bem. Mas sabemos que o importante não é a vida física. Eles tiveram uma nova oportunidade, dada por Deus, de conhecer a Palavra que realmente salva. Nós também a tivemos. O que estamos fazendo com ela?