Pronto!

Prontos Para o Julgamento

Alguém publicou uma piada engraçada. A mãe pergunta ao filho como foi a prova, e ele responde que tinha ido muito bem, que sabia todas as perguntas — só não sabia as respostas.

Será que já aconteceu com você, quando criança ou jovem, ter que enfrentar o dia da prova despreparado? A gente se arrepende de ter deixado o estudo de lado. Gostaríamos de voltar no tempo e nos preparar, mas acabamos tendo que nos acostumar com as consequências.

O contrário é bem melhor. Quando estamos prontos e preparados, mal podemos esperar para passar por aquela etapa e só aguardamos as férias chegarem para ficar tranquilos.

Já enfrentei as duas situações. E acho que é de uma dessas duas maneiras que vamos nos sentir logo depois da morte. Vamos pensar em tanto tempo perdido assistindo televisão, buscando satisfazer prazeres egoístas, em cultos que deixamos de frequentar. Mas, se nos preparamos — se nos sentamos diante do Mestre Jesus, mesmo enfrentando críticas e bullying por tentar ser bons alunos —, vamos nos sentir tranquilos para enfrentar a prova, isto é, o julgamento.

Quando estamos preparados, nunca sentimos que o professor nos persegue. Até gostamos da matéria, por mais difícil que seja — assim como a abstinência do pecado, dos vícios e dos prazeres supérfluos da vida.

Devemos parar de viver como se Jesus nunca fosse voltar. Esse aviso é antigo. Já no primeiro século — lembre-se, foi no primeiro século que Jesus e os apóstolos viveram —, muitas pessoas, inclusive alguns discípulos, também perderam a esperança da volta de Jesus. O apóstolo Pedro, ainda vivo, conheceu alguns deles. Foi para eles que escreveu:

“O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3:9 – preste atenção na ênfase.)

Talvez até ouçamos perguntas em tom de deboche: “Onde está esse tal de Jesus que prometeu voltar?” O apóstolo Pedro os lembrou de algumas coisas que estavam esquecendo:

“Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: ‘O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação’. Mas eles deliberadamente se esquecem de que, há muito tempo, pela palavra de Deus, existiam céus e terra, esta formada da água e pela água. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios.”
(2 Pedro 3:3-7)

Sim, as pessoas esquecem de propósito. Os zombadores, de fato, não querem se lembrar de que, no passado, Deus fez coisas nas quais podemos depositar nossa fé. O dilúvio é lembrado nas palavras de Pedro, e todo o mundo pode saber que isso aconteceu. Há coisas que só a descrição da Bíblia explica — e essa é uma delas.

Desde criança, lembro de ir brincar na casa dos meus avós, no interior do Paraná, e encontrar conchas do mar e peixes dentro de pedras — em um lugar onde, até onde nosso limitado conhecimento alcança, nunca houve mar. Essas são duas evidências do dilúvio, entre tantas outras.

Mais uma coisa que esquecemos: a eternidade. Aquele que é eterno não tem um calendário nem um relógio. Só Ele pode mudar o tempo e tudo o mais. Ele não conta o tempo, pois é eterno. Por isso, não devemos esquecer de mais uma coisa que o apóstolo Pedro ensina:

“Há, contudo, uma coisa, meus queridos amigos, que vocês não devem esquecer: Para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.” (2 Pedro 3:8)

Então, se você está lendo este artigo agora, está recebendo um recado de Deus: aproveite da sua generosidade, pois Ele está sendo paciente conosco — é por isso que Jesus ainda não voltou para nos chamar um dia ao julgamento. Se há uma segunda chance, é este aviso dado há muito tempo pelo apóstolo Pedro. Enquanto estamos vivos, Deus nos está provando. Um dia será o exame final de todas as “notas” que tiramos nas provações e tentações.