“Eu Sou"

O Grande “Eu Sou”

“Deus disse a Moisés:
— Eu Sou o Que Sou.
Disse mais:
— Assim você dirá aos filhos de Israel: ‘Eu Sou me enviou a vocês.’”
— Êxodo 3:14

Moisés, educado na cultura egípcia, conhecia por nome os diversos deuses daquela nação. Sua pergunta sobre o nome de Deus significa que o futuro profeta queria saber onde aquele Deus, que o encontrara no deserto de Midiã, se encaixava entre todos os deuses por ele conhecidos.

A resposta de Deus — “Eu Sou o Que Sou” — corresponde à tradução do tetragrama YHWH, posteriormente vocalizado e traduzido em português como Yahweh, Javé ou Jeová. Ali, o Senhor quer mostrar a Moisés que, acima dos deuses criados pelo homem — cuja duração é efêmera —, Ele é Aquele que sempre existiu e, por isso, não precisa ser identificado por um nome.

Dar nome é identificar alguém no meio de vários. Porém, uma vez que existe apenas um único Deus, é correto chamá-Lo simplesmente de Deus. Daí a razão por que algumas traduções interpretam esse nome como “O Eterno”.

O mais importante é a aplicação. No meio da nossa arrogância, quando queremos nos sobressair, perguntamos:
— Você sabe com quem está falando? Eu sou o capitão, o general, o chefe, o dono desse negócio, o que manda aqui.

Que tolice a nossa! Deus é o único que verdadeiramente É. Todos nós apenas estamos— e isso, a qualquer momento, pode nos ser tirado. Estamos vivos porque somente Deus é a vida e a origem dela. Estamos com saúde, mas podemos perdê-la. Podemos estar momentaneamente com poder, mas ele não deriva de nós. Todo poder e autoridade vêm de Deus — e por isso Jesus disse a Pilatos que o governador não teria nenhum poder sobre Ele se não lhe tivesse sido concedido do alto (João 19:11).

Faraó, quando informado de que Deus tinha ordenado a saída do povo do Egito, respondeu:
— Quem é o Senhor (O Eu Sou) para que eu permita isso?

Ele recebeu um curso completo com dez lições, que mostraram que não era ele, Faraó, quem tinha todo o poder, mas o Senhor dos Exércitos.

Portanto, irmãos, no meio daquilo que é temporário — e tudo nesta vida é temporário —, não podemos nos apegar tanto. Há Alguém eterno, permanente, sem começo nem fim, o Alfa e o Ômega: Deus, o Criador e Sustentador de todo o universo, chamado de Rocha de Israel. No Novo Testamento, Jesus é a Pedra (Rocha) Angular, que dá sustento à igreja dEle (1 Pedro 2:6).

Apeguemo-nos, portanto, à nossa Rocha e coloquemos toda a nossa esperança naquele que é o Grande Eu Sou, que um dia dividirá conosco parte da Sua glória, para habitarmos com Ele por toda a eternidade. Aleluia!