Aceitar no coração

A Descoberta Sobre “aceitar Jesus no coração”

Chegou o ano de 1997, em que eu iria aprender a Palavra e nunca mais deixaria de aprendê-la. No retorno das férias, cumpri o combinado com o Moisés e iniciamos a leitura da Palavra na hora do almoço. A partir daquele momento, comecei a perceber as diferenças entre o mundo religioso e a Palavra de Deus.

O presbiteriano ficou com raiva quando viu que eu estava estudando com o discípulo de Cristo e começou a participar também. Logo depois, porém, passou a criticar e comparar a “Igreja de Cristo”, ou os seus ensinos, às “Testemunhas de Jeová”. Não me perguntem por quê, pois nunca quis saber. A atitude dele, ao contrário, me fez buscar ainda mais a Palavra de Deus. O Moisés respondia ao falatório dele com silêncio e nada mais. Mais tarde, descobri na Palavra de Deus que “Ao servo do Senhor não convém brigar, mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente” — 2 Timóteo 2.24. Isso também me chamou a atenção! Já aprendi, naquele momento, a importância do silêncio e de só falar se for necessário, pois o exemplo é sempre mais convincente do que as palavras.

Esse ano (1997) foi marcante, pois descobri que “aceitar Jesus no coração” não tem base nas Escrituras. Isso me fez refletir sobre o que tinha feito. Mas agora eu queria saber o que precisava fazer para corrigir a minha vida e me livrar dos pecados que me atormentavam. Aos poucos, fui descobrindo, e a vontade de confirmar o que estava aprendendo sobre Deus, Jesus, a Igreja, etc., aumentava cada vez mais. Porém, como disse, as coisas em casa não estavam como antes. Quando eu saía às sextas-feiras com os colegas de trabalho, bebia e chegava tarde em casa, ficava sem entender por que nada parecia funcionar. Estava tentando ser uma pessoa melhor, servir a Deus, mas as coisas não iam bem e não melhorariam no próximo ano.

O Moisés começou, já em 1997, a me chamar para conhecer a Igreja de Cristo, Nove de Julho. Eu dizia que não era o momento, mas, na verdade, eu não queria “piorar” as coisas em casa. Fui protelando. E agradeço a Deus por ter me esperado. Porém, no final do ano de 1997, fui sequestrado saindo da minha casa para o trabalho num sábado pela manhã, antes das 6h. Fui abordado e levado para a retirada de dinheiro em caixas eletrônicos. Foram mais de trinta minutos de tortura psicológica. Tive muito medo naquele momento, mas Deus, que é rico em misericórdia, preservou a minha vida e me concedeu mais uma nova oportunidade. Minha vida foi poupada, e o prejuízo foi apenas material.

E agora? O que eu faria com essa nova oportunidade? Bem, mais uma vez eu sairia de férias e, no retorno, continuaria lendo a Bíblia na hora do almoço com o Moisés até o momento em que iria, pela primeira vez, conhecer a Igreja de Cristo, na Nove de Julho, em 15 de março de 1998. Porém, ainda se passariam alguns meses até que o peso do pecado que vinha carregando fosse removido. Obrigado, Senhor, por me conceder a tua misericórdia e por aguardar com paciência o homem “miserável” que sou, esperando que me livrasesse do corpo morto por causa do pecado. O grande dia chegará, mas as dificuldades aumentarão muito. Contudo, com Deus, hoje eu sei que a gente nunca perde: ou ganha ou aprende.

O dia mais importante da minha vida estava chegando, e grandes lições me aguardavam depois da minha decisão, embora eu nem pudesse imaginar o que seria.