“E você será bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensá-lo. A sua recompensa você receberá na ressurreição dos justos.” — Lucas 14:14
Ser recompensado por algo bom que fez é um anseio humano. Às vezes fazemos algo bom, que ajudou, por exemplo, um grupo, e na hora dos reconhecimentos, nosso nome não é citado. A maior parte dos seres humanos sente-se mal com essa falta de reconhecimento ou quando achamos que nosso papel foi subvalorizado.
Por mais que talvez você pense: “eu não sou assim”, eu me pergunto: pense bem, será que não? Foi a falta de reconhecimento que fez um rei ficar louco e perseguir a pessoa que fora mais valorizada que ele por mais de dez anos e deixar de governar para perseguir o que ele entendia como uma ameaça ao seu reinado. Qual o motivo? Uma música aparentemente inofensiva:
“As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: ‘Saul matou os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares.’ Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo. Ele disse: — Para Davi elas deram dez milhares, mas para mim apenas milhares. Na verdade, o que lhe falta, a não ser o reino? Daquele dia em diante, Saul não via Davi com bons olhos.” — 1 Samuel 18:7-9
Saul sentiu que seu valor não foi reconhecido e isto lhe fez muito mal. Claro que não estou defendendo a atitude dele, mas dizendo que é humana. Mas há um antídoto contra essa tendência nossa. Chama-se motivação correta. Qual a motivação para fazermos o que é certo?
Qual a motivação para um trabalhador trabalhar bem, mesmo não ganhando o que julgaria ser o justo ou não sendo reconhecido e ainda longe dos olhos do seu superior hierárquico? Qual o motivo para um homem ser fiel à sua esposa, mesmo nos momentos em que ela não é digna de amor por causa de seu comportamento hostil ou mesmo seu egoísmo? Qual o motivo para a esposa continuar respeitando o marido, mesmo nos momentos em que não se sente valorizada ou amada por ele? Qual a razão de se permanecer honesto, mesmo com aquela oportunidade tentadora de ganhar num dia o que levaria meses?
O texto de hoje, palavras do Senhor Jesus, nos leva a pensar em nossa motivação. Recompensas neste mundo ou na ressurreição dos justos?
Quando temos Jesus como nossa motivação e o prêmio que nos aguarda nas regiões celestiais, permaneceremos dedicados àquilo que fazemos, pois estaremos fazendo para o Senhor e sabendo que a verdadeira recompensa não está nesta terra, mas no céu, no futuro, após partirmos deste mundo, onde estamos sendo preparados para a verdadeira vida.
Sim, haverá momentos, neste mundo, em que seremos recompensados por atitudes, ações e práticas boas que façamos. Aproveitemos e nos alegremos. Também haverá pessoas que nos valorizarão e reconhecerão nosso valor e até publicamente. É importante estar pronto para ser honrado e aceitar com humildade.
Mas saibamos que mesmo com esses reconhecimentos e, principalmente, na falta deles, a recompensa por tudo de bom que fizermos, pelo bom pai ou boa mãe, marido ou esposa, trabalhador, irmão em Cristo, cidadão que venhamos a ser não será recebida verdadeiramente aqui, mas no dia da ressurreição dos justos.
Quando internalizamos isso em nós, nos alegraremos com as recompensas terrenas, mas não nos embriagaremos ou ficaremos orgulhosos por causa delas e, se não vierem, teremos um sentimento tranquilo e sereno de que a verdadeira recompensa não é neste mundo.
“Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão.” — 1 Coríntios 15:58.
“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para as pessoas, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” — Colossenses 3:23-24.











