Nas Mãos de Quem Tudo Sustenta

Nas Mãos de Quem Tudo Sustenta

Como Estou? Nas Mãos de Quem Tudo Sustenta. Muita gente me pergunta: “Edinho, como você está?” E eu respondo, quase sempre com um sorriso meio cansado, mas sincero: “Estou bem, porque estou tranquilo.” Não é um bem fingido, nem uma resposta automática pra não preocupar os outros.

“Estou bem, porque estou tranquilo”

É o que sinto de verdade. Coloquei tudo nas mãos de Deus — minha saúde, meus dias, minhas dores, meus medos — e, desde então, a paz que Ele prometeu em João 14:27 tem sido real na minha vida. “Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize.” E não se perturba mesmo. Porque, quando você entrega, a decisão deixa de ser sua. Passa a ser d’Ele. E isso alivia.

A força que vem de casa (e do Céu)  

Claro que não estou sozinho nisso. Tenho ao meu lado pessoas que são verdadeiros anjos disfarçados de gente. Minha mãe e a Tita, minha irmã… elas não só estiveram presentes, como me carregaram nos braços — às vezes literalmente — nos momentos em que minhas pernas não aguentavam o peso do corpo, e muito menos o da alma. Não digo isso pra elogiar, mas pra testemunhar: Deus usou elas pra me lembrar que Ele cuida de nós por meio uns dos outros. Provérbios 17:17 diz que “em todo tempo ama o amigo, e na angústia nasce o irmão.” Pois é. Elas foram mãe, irmãs, enfermeiras, ouvintes, abraços silenciosos… tudo ao mesmo tempo. E isso tem sido um presente que não tem preço.

Cada dia é um novo capítulo  

Mas não vou mentir: nem todos os dias são fáceis. Tem dias que acordo com uma dor no lado que me impede até de sentar direito. Outros, o corpo parece pesar mais do que o normal, e até levantar da cama vira uma batalha. “Na medida do possível, estou bem”, costumo dizer. Porque bem não é ausência de dor, mas presença de esperança. E essa esperança não vem de um diagnóstico otimista ou de um exame com bons resultados — embora eu agradeça cada melhora —, mas da certeza de que, mesmo quando o corpo fraqueja, o espírito pode permanecer firme. Como diz o salmista em Salmos 46:1: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”

A cura que vai além do físico  

Sei que muitos oram por minha cura. E eu agradeço, de coração. Mas também sei que a cura de Deus nem sempre vem da forma que imaginamos. Às vezes, Ele cura o corpo. Outras, cura a alma, preparando o espírito pra algo maior. E, se for pra Ele me levar antes do que eu esperava, confesso: não vou ficar decepcionado. Como minha irmã Tita me lembrou certa vez, Deus sabe o que faz. Romanos 8:28 me acompanha nesse pensamento: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.” Até as dores. Até os dias difíceis. Até o fim, se Ele assim quiser.

Salvo, em paz e grato  

O que mais me sustenta é saber que minha salvação está garantida. Não depende do meu corpo resistir mais um mês, um ano ou dez. Depende do sangue de Jesus, derramado na cruz por mim. Essa certeza tira o medo do fim. Não que eu queira ir — longe disso! Quero ver meus filhos e sobrinhos crescerem, quero abraçar meus amigos de novo, quero rir até doer a barriga. Mas, se não for pra ser assim, tudo bem. Porque, como disse Jesus em Mateus 6:26, se Ele cuida dos passarinhos, quanto mais de mim?  

Então, quando me perguntam como estou, respondo com calma: “Estou nas mãos de Deus.” E isso, pra mim, é o suficiente. Cada pequena melhora que sinto, cada noite de sono tranquilo, cada sorriso que ainda consigo dar — tudo isso é sinal de que a mão d’Ele está agindo. Não sei o que vem amanhã, mas sei em quem posso confiar hoje.

Agradeço as orações que me sustentam, pois confio em Deus e minha fé precisa ser fortalecida também. Peço que continuem orando por meu bem estar, por minha família e peço pela vontade de Deus em minha vida.