O lobo e o Cordeiro

O Cordeiro de Deus

Um lobo, ao encontrar um cordeiro desgarrado do rebanho, decidiu, em vez de deitar mãos violentas sobre ele, encontrar alguma razão para justificar seu direito de comê-lo. Então, ele lhe disse: “Seu tratante, você me insultou rudemente no ano passado.”

• Como? – redarguiu o cordeiro num tom choroso de voz – eu não havia nascido ainda.

O lobo então disse: “Você pastou em meus campos.”

• Não, bom senhor – respondeu o cordeiro – ainda não senti o gosto de grama.

Novamente, o lobo disse: “Você bebeu água do meu poço.”

• Não – exclamou o cordeiro – eu nunca bebi água, pois o leite de minha mãe é tanto comida quanto bebida para mim.

Após isso, o lobo agarrou e comeu o cordeiro, dizendo: “Bem! Se não foi você, foi seu pai.” E devorou o cordeiro.

Moral: O tirano sempre encontrará pretexto para sua tirania.

Não levaram Jesus às autoridades, “o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos” (26:57). Mesmo de forma arbitrária, começaram um julgamento. Afinal de contas, do que acusaram Jesus?

1. Julgaram Jesus com mentiras: “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte” (26:59). Já planejavam matá-lo, já haviam decidido isso.
2. Deturparam as palavras de Jesus: “Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias” (26:61). Decidiram não ouvir, pensar e entender. Jesus respondeu com silêncio à mentira. Os fatos simplesmente não existiam.
3. O acusaram de blasfêmia por ser Ele o Cristo. Jesus não pôde se esquivar do medo ou receio dos acontecimentos. A morte era inevitável e, mesmo assim, Ele não deixou de ser o Filho de Deus: “E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!” (26:63-65).

Mesmo diante de acusações falsas e um tribunal sem justiça e verdade, chegaram à conclusão que desejavam: “Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte” (26:66).

Conclusão

Deixaram Jesus sozinho. Ele era o Cordeiro de Deus desgarrado do rebanho. Fizeram falsas acusações contra Ele, e finalmente, como lobos vorazes, os tiranos encontraram um pretexto para sua tirania.