James A. Garfield, vigésimo presidente dos Estados Unidos, renunciou como presbítero da igreja de Cristo em 1881 para assumir o cargo. É relatado naquela ocasião que ele disse: “eu renuncio ao mais alto cargo do país para me tornar presidente dos Estados Unidos“.
A história registra grandes homens, mas poucos entenderam o peso da eternidade como James A. Garfield. Imagine alguém que, ao chegar ao topo da liderança de uma nação, olha para trás e afirma que está, na verdade, deixando um cargo superior. Garfield não via a presidência dos Estados Unidos como o ápice de sua vida, mas como um serviço temporário, pois seu verdadeiro compromisso era com um Reino que não pode ser abalado (Hebreus 12:28).
O corte que mudou o destino
Muitas vezes reclamamos de pequenos “acidentes” que travam nossos planos. Aos 19 anos, Garfield queria apenas seguir o curso natural de uma viagem com amigos, mas um corte no pé o manteve em casa. O que parecia um azar foi o laço da providência divina. Enquanto seus amigos partiam, ele ouvia a voz de Deus através de um pregador. A Bíblia diz que “o coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Aquele ferimento físico abriu caminho para uma cura espiritual profunda: o arrependimento e o batismo.
Em 4 de março de 1850, ele foi imerso nas águas por W. A. Lillie. Para Garfield, o batismo não foi um rito social, mas o cumprimento da ordem bíblica para o perdão total dos pecados (Atos 2:38). Ele entendeu que, ao mergulhar naquelas águas, estava morrendo para seus próprios desejos e ressuscitando para uma vida nova sob o senhorio de Cristo (Romanos 6:4).
Do Sino da Faculdade ao Púlpito
Garfield era um homem de “senso comum ilimitado” e princípios inabaláveis. Durante seus estudos no Eclectic Institute em Hiram, ele não teve medo do trabalho braçal; para pagar as contas, foi zelador, varrendo chãos e tocando o sino da faculdade. Essa humildade pavimentou seu caráter. Ele começou a pregar ainda estudante, unindo um intelecto brilhante a uma consciência sensível.
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A Mensagem Central: Em seu primeiro sermão, ele contrastou as vindas de Napoleão Bonaparte com as de Jesus. Se Cristo veio primeiro na humildade da manjedoura, Ele voltará como o Rei dos Reis (Apocalipse 19:16).
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O Valor da Palavra: Ele não buscava títulos eclesiásticos modernos; ele simplesmente “pregava a Palavra”. Batizava crentes, casava casais e consolava os enlutados, sempre fundamentado na simplicidade do Novo Testamento (2 Timóteo 4:2).
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O Foco no Espiritual: Ele combatia o materialismo de sua época, ensinando que o Espírito Santo habita no cristão, transformando-o à imagem de Deus (2 Coríntios 3:18).
C.S. Lewis disse uma vez: “Coloque as primeiras coisas em primeiro lugar e as segundas coisas não serão perdidas”. Garfield vivia isso. Ele não buscava o poder político como um fim; ele buscava o Reino e a sua justiça, sabendo que as demais coisas seriam acrescentadas (Mateus 6:33).
A Prioridade da Mesa sobre o Gabinete
Você já sentiu que o trabalho engoliu sua vida espiritual? Logo em sua primeira semana na Casa Branca, Garfield enfrentou uma crise nacional. Seus conselheiros exigiram uma reunião de emergência no domingo de manhã. A resposta dele foi um marco de integridade: “Tenho um compromisso com o Senhor, em Sua casa e à Sua mesa”. Ele sabia que nada é mais urgente do que a adoração.
Ele via as ordenanças — como o Batismo e a Ceia do Senhor — não como ritos vazios, mas como meios de declarar fé no Cristo que vive para sempre (1 Coríntios 11:26). Mesmo quando sua carreira militar e política decolou, ele nunca abandonou a irmandade dos discípulos. Ele serviu como General e Congressista, mas seu coração permanecia fiel aos votos feitos na juventude.
Conclusão: Onde está o seu compromisso?
A vida de Garfield, interrompida tragicamente aos 49 anos por um atentado, nos ensina que a nossa identidade não vem do cargo que ocupamos, mas da obediência ao evangelho. Ele não era um político que por acaso era cristão; ele era um cristão que, por obediência, serviu como político. Como disse Agostinho de Hipona: “Fizeste-nos para Ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti”.
Hoje, o convite é o mesmo: reconhecer a soberania de Deus sobre nossos pequenos planos e grandes ambições. Que possamos ter a clareza de Garfield para entender que nenhuma cadeira na terra é mais importante do que o lugar que ocupamos perante o Senhor, perseverando na fé e na esperança da Sua volta (Tito 2:13).
Obs: Em 1881, não existiam três grupos totalmente separados como hoje. “Igrejas de Cristo” e “Igreja Cristã / Discípulos de Cristo” ainda faziam parte do mesmo movimento. James A. Garfield pertencia ao grupo conhecido como Discípulos de Cristo (Igreja Cristã).
Recentemente surgiu uma série no Netflix que conta a história de James Garfield, que saiu do anonimato e se tornou o 20º presidente dos EUA, e de Charles Guiteau, o homem que o assassinou. O nome da série é: Como um Relâmpago. Apesar de não falar muito sobre sua fé, vale a experiência por saber que era um irmão em Cristo.











