“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que n’Ele crer não pereça, mas tenha vida eterna.” — João 3.16
Ainda era o ano de 1995 e, como disse no relato anterior, eu havia lido a Bíblia com um colega de trabalho que era presbiteriano e com um testemunha de Jeová. Eu acabei desistindo por conta daquela coisa estranha que aconteceu (relato anterior).
Eu estava lendo sozinho novamente, mas acabei retornando com o presbiteriano e aceitei Jesus na hora do almoço, dentro da empresa em que trabalhava. Não me lembro como me senti, mas aconteceu. Segui meu caminho com vontade de mudança, mas ainda não conseguia efetivá-las como deveria. Ser amado por Deus era o que eu queria e andar no caminho da salvação.
Chegou o ano de 1996 e eu fui à igreja presbiteriana. Mas minha esposa, sendo católica praticante, começou a criar problema comigo por causa de estar indo à igreja de “crente”. E, sem muita disposição para enfrentar esse conflito, acabei deixando de lado, mas não desisti de continuar lendo a Bíblia, como vinha fazendo há pouco mais de um ano.
Foi no final de 1996 que entrou um funcionário para trabalhar no setor onde eu trabalhava. Seu nome era Moisés. Quando ele chegou, aproximei-me para facilitar o entrosamento com os colegas; isso fazia parte do meu jeito, pois sempre gostei de ajudar como podia.
Um dia, ele me viu lendo o Novo Testamento — o mesmo que mexeu comigo desde que tive o primeiro contato com a Palavra de Deus. Então, ele me perguntou: “Você é evangélico?” Respondi: “Não, não sou nada!” Nem cheguei a dizer a ele que já havia aceitado Jesus.
Então, ele me perguntou: “Você gostaria de ler a Bíblia junto comigo?” Eu respondi: “Gostaria, mas vamos deixar para o ano que vem”, pois naquele momento o final de ano estava se aproximando, as férias também. Ele então disse: “Tudo bem, como for melhor para você.”
A partir daquele momento, já comecei a perceber algo diferente. Não sabia o que, mas algo diferente estava acontecendo. Quando não conhecemos as realidades espirituais, acabamos protelando as coisas mais importantes da vida. “Obrigado, meu Deus, por não levar em conta a minha ignorância naquele momento.”
Chegou o final de 1996 e as férias também, mas a inquietação só aumentava e eu não sabia o que fazer. Continuava saindo com os colegas, mesmo depois de ter aceitado Jesus na hora do almoço, na empresa onde trabalhava. Não era como antes, porém… Eu estava confuso, não sabia o que fazer nem como definir aquele momento. E, ainda para piorar, o relacionamento conjugal não estava bem por causa dessa busca por Deus. Minha esposa sempre desejou que eu fosse com ela à igreja católica, mas eu nunca me dispus, mesmo tendo casado na instituição. Isso a deixava triste e brava ao mesmo tempo.
O ano de 1997 chegaria e, com ele, o início da compreensão iria aumentar, mas também as dificuldades. Eu iria cumprir a minha palavra dada ao Moisés de que leríamos a Bíblia juntos naquele ano — e cumpri minha promessa.
A partir daquele momento, embora não soubesse, eu estava entrando num caminho do qual jamais sairia e jamais retornaria à velha vida. Obrigado, Senhor, por me conceder o ano de 1997 e seus aprendizados, e obrigado ao servo Moisés, enviado por Ti para me ajudar no caminho rumo à eternidade.
Estava diante de novas descobertas e novos desafios! Já sabia do amor de Deus, mas era só aceitar Jesus no coração?











