No artigo anterior nós vimos que Jesus deixou claro que sua igreja é uma obra viva, firme como uma rocha e destinada a prevalecer contra todas as forças do mal. A promessa de Mateus 16:18 nos enche de esperança, mas também nos chama à responsabilidade. A missão de levar o evangelho ao mundo continua sendo a prioridade número um, e ela acontece através de nós — com nossa dedicação, visão e ação. No entanto, olhando para a realidade de muitas igrejas hoje, vemos um contraste preocupante: congregações paradas, sem crescimento, sem impacto, e cada vez mais voltadas para dentro. Neste artigo, vamos refletir sobre as causas desse estancamento e, mais importante, sobre os caminhos que podem reacender o fogo da missão. Se Cristo edificou a igreja para ser luz no mundo, o que está nos impedindo de brilhar? Vamos caminhar juntos nessa análise, começando pelo ponto onde tudo começa a desandar: a perda de foco. Agora, vamos ver outros coisas que impedem o crescimento da igreja.
No artigo anterior vimos que o que impede o crescimento da igreja é:
1. Quando o foco muda: do mundo para dentro da igreja
2. Culpar Deus pelo nosso estancamento
3. Trabalhar sozinho nunca vai longe
4. Recursos financeiros: um desafio prático
5. Oração: a fonte do crescimento real
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6. Legalismo e Tradicionalismo: Armadilhas do Passado
O legalismo cria regras onde Deus não criou. O tradicionalismo prende a igreja no passado, confundindo costumes com princípios bíblicos.
Ambos afastam as pessoas. Jesus criticava isso com veemência: “Anulais a palavra de Deus pela vossa tradição” (Marcos 7:13). A igreja precisa ser fiel às Escrituras, mas flexível nas formas, para alcançar diferentes gerações e culturas.
Igrejas onde todos mandam ou onde são as mulheres que mandam apesar de não se expressarem durante o culto e os estudos ou ainda onde uma só família ou uma só pessoa manda, não é uma igreja de Cristo, isto é, não foi este o modelo que Jesus e os apóstolos deixaram para a igreja. Pelo contrário, aqueles que querem exercer primazia, que não seja Cristo, são notados (3 João 1:9).
Criar leis, regras, regimentos internos mesmo que não estejam escritos em nenhum lugar é maléfico para a igreja de Deus. Quando a ordem do culto segue alguém e não o objetivo de louvar, isso é legalismo. Quando alguém fala que isso ou aquilo não é admitido na congregação porque sempre foi feito de outra forma, da mesma forma de sempre, isso é tradicionalismo. Se a igreja é legalista ou tradicionalista no sentido de que cria comportamentos e regas e não permitem que pessoas que querem trabalhar para Deus se desenvolvam espiritualmente, isso mata o crescimento da igreja. É lógico que não estou falando em inserir no culto ou nas práticas algo que não esteja de acordo com o Novo Testamento.
7. Famílias Fracas, Igreja Fraca
Se os casamentos e as famílias dentro da igreja estão cheios de conflitos, divórcios e mágoas, o próprio corpo da igreja se enfraquece. Os filhos dessas famílias podem se afastar, e membros podem perder o ânimo.
A família é o núcleo da sociedade e da igreja. Devemos cuidar dela com carinho, buscando reconciliação, cura e sabedoria (Efésios 5:22–6:4).
8. Falta de Visão: Ir Além do Confortável
Uma igreja sem visão é como um navio sem bússola. Precisamos sonhar grande, não por ambição própria, mas por amor ao próximo e obediência a Deus. Meu amigo Daniel Morgam sempre diz que os velhos tem que ter visões e os jovens tem que sonhar. Ele não está falando nada de miraculoso ou uma interpretação para criar um novo comportamento, mas quando os velhos não olham para o futuro e não inspiram os jovens, a igreja é um organismo vivo e está fadada ao seu fim.
Jesus chamou seus discípulos a serem “pescadores de homens” (Mateus 4:19) — um chamado à ação, à coragem e à multiplicação. Se a visão é pequena, o coração também será.
Ainda no próximo artigo, vamos continuar e finalizar este assunto que envolve todos nós.











