Os Coríntios se orgulhavam de serem pessoas tolerantes. Talvez eles confundiam isso com misericórdia. Eles tinham pessoas com pecados profundamente negros entre eles e eles estavam suportando tal situação.
“E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso?” (1 Coríntios 5:2).
O sentimento deveria ser tristeza e a atitude deles deveria ser expulsar os que estavam em pecado e viviam como se estivesse tudo bem. Muitas vezes questionamos por que a igreja não cresce, mas a exemplo de Acã no Velho Testamento, muitas vezes a igreja está sendo tolerante com pecados enterrados e escondidos no seu meio. Pior ainda quando o pecado não é nem sequer escondido como estava acontecendo entre os Coríntios e eles se achavam tolerantes com aquela situação. Por isso é que o apóstolo Paulo os chama de orgulhosos (arrogantes), mas era um orgulho que não é bom, era como um fermento e que ia contaminar a igreja.
“O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada?” (1 Coríntios 5:6)
Devemos corrigir o pecado na igreja como se estivéssemos nos livrando do fermento para que ele não levede a nossa massa assim como não devemos ter pão fermentado na ceia do Senhor porque aquele pão asmo significa o corpo de Cristo do qual nos alimentamos, um corpo sem pecado. Significa que é o que nós estamos ganhando ali naquele momento do culto: purificação, por isso, então, devemos nos livrar do velho fermento.
“Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade” (1 Coríntios 5:7, 8)
O papel da igreja não é ser tolerante com o pecado ou com o pecador que, dizendo-se irmão, contamina todo o corpo de Cristo. Não devemos ter comunhão com alguém assim. Tolerar o pecado e o pecador não é misericórdia é cumplicidade. Devemos, sim, tratar bem as pessoas, mas sempre advertindo-as de que devem se arrepender.
“Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer.” (1 Coríntios 5:11)











