“Digo a vocês que, se ele não se levantar para dar esses pães por ser seu amigo, ele o fará por causa do incômodo e lhe dará tudo de que tiver necessidade. Por isso, digo a vocês: Peçam e lhes será dado; busquem e encontrarão; batam, e a porta será aberta para vocês. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, a porta será aberta.” — Lucas 11:8-10
Depois de ensinar os seus discípulos a orar, Jesus passa a incentivá-los a serem persistentes em suas orações, por meio da história do amigo que recebe visitas à meia-noite e, não tendo o que oferecer ao hóspede, vai procurar o vizinho para pedir algo emprestado.
Naquela sociedade, receber um hóspede e não ter o que oferecer era inconcebível. Eis a razão pela qual o homem ousa acordar outra pessoa no meio da noite. Se bem que, até hoje, pensando bem, quantas pessoas teríamos a liberdade de acordar à meia-noite para pedir um favor? Eu penso que são muito poucas.
Jesus afirma que a resposta positiva talvez nem seja por causa da amizade, mas o incômodo fará com que o outro atenda. No próximo texto veremos que Jesus faz uma comparação com Deus, que é todo bondoso, sempre pronto para nos ouvir e nos dar o melhor, muitas vezes algo melhor do que pedimos.
No entanto, hoje quero destacar que, além de se aplicar à oração, esse ensinamento de Jesus é um verdadeiro princípio de vida: peçam, busquem e batam, e lhes será dado, encontrarão e a porta será aberta.
Não interpretemos o texto de maneira literal, como se nunca deixaremos de receber aquilo que buscamos ou pedimos, ou que toda porta que batermos será aberta. Mas, por experiência própria, é notável o quanto a persistência, a perseverança em buscar algo, na maioria das vezes, dá resultado.
Lembro de pedidos que fiz a Deus; o mais marcante foi uma oração por 90 dias seguidos, e após esse período recebi a resposta. Talvez algo pelo qual me dediquei bastante foi a busca para tirar a carteira da OAB — foram quatro anos de estudo quase ininterrupto até conseguir.
Portanto, eu digo: se algo é importante para você, se é algo correto e não contrário à vontade de Deus, continue buscando, insistindo, pedindo. Mas também tome decisões e tenha atitudes coerentes com essa busca.
Nos meus exemplos, orei diariamente e estudei todos os dias também. Às vezes deixamos de receber coisas boas por causa da desistência — seja por abandonar aquele projeto, seja por parar de persistir em orar.
Pensemos em nossos projetos de vida: peçamos a Deus, busquemos por meio de atitudes e bataremos nas portas — e não nos surpreendamos se, num desses dias, alcançarmos o que tanto almejávamos.











