Arrependidos

Jesus Veio Perdoar Pecadores Arrependidos

“Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: — Este recebe pecadores e come com eles.” (Lucas 15:1-2)

Entramos no capítulo 15 do evangelho de Lucas, o capítulo que conta a história dos perdidos que foram achados: a ovelha buscada pelo pastor, a moeda procurada com diligência e insistência por sua dona e o filho recebido com festa pelo pai, após entender que não havia melhor lugar para ele ficar senão na companhia do seu amoroso Pai.

A frase de hoje é o motivo para Jesus contar essa parábola: a crítica dos fariseus e escribas por Jesus se aproximar de publicanos e pecadores, que abrangiam, entre outros, prostitutas.

O Senhor Jesus sempre esteve entre os excluídos da sociedade, especialmente da elite religiosa de sua época. Junto a eles, servia, acolhia, ensinava e, claro, buscava pecadores para o arrependimento. Um exemplo são os publicanos, ou cobradores de impostos, notórios por sua desonestidade na cobrança.

Jesus não tinha aversão a nenhum tipo de pessoa. Ele os acolhia, como já vimos no toque que deu ao leproso antes de curá-lo.

“E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo: — Quero, sim. Fique limpo! E, no mesmo instante, a lepra daquele homem desapareceu.” (Lucas 5:13)

Ele mesmo disse que era conhecido por ser amigo de publicanos e meretrizes (Lucas 7:34) e, com sua atitude, escandalizava os religiosos, tão convencidos de sua própria santidade.

Ao mesmo tempo, precisamos tomar cuidado com certas interpretações que vemos hoje, as quais sugerem que Jesus acolhe a todos para que permaneçam do mesmo jeito, já que Ele aceita a todos. Vejamos as palavras do Mestre a esse respeito:

“Jesus tomou a palavra e disse: — Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.” (Lucas 5:31-32)

Claro que Jesus estava sendo irônico, pois, neste mundo, nunca existiu uma pessoa totalmente sã em termos espirituais (Romanos 3:9-18). Porém, para alguém ser curado da pior doença que existe — o pecado, que pode levar uma pessoa a passar a eternidade afastado de Deus —, é preciso, primeiro, reconhecer-se pecador, arrepender-se e ter Jesus como Senhor. No poder do Espírito Santo, deve-se travar uma guerra de vida ou morte contra o pecado dali em diante.

A ovelha foi resgatada, a moeda foi achada e o filho caiu em si, voltando para a casa do pai. Zaqueu deixou de ser desonesto. Paulo abandonou a vida de perseguidor da igreja. O zelote não mais desejou destruir os romanos.

Portanto, sim, Jesus veio chamar pecadores, mas para chamá-los ao arrependimento e à mudança de vida, como bem observa Paulo em sua carta aos coríntios:

“Ou vocês não sabem que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não se enganem: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem afeminados, nem homossexuais, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (1 Coríntios 6:9-11)

Finalmente, mesmo arrependidos e lavados pelo sangue de Jesus, lutando diariamente contra o pecado, se dissermos que não temos pecado nenhum, fazemos de Deus mentiroso (1 João 1:10). A igreja é formada por pecadores arrependidos, mas que travam diariamente uma luta contra o pecado.

Mesmo assim, Jesus está sempre presente. De maneira especial, no domingo, Ele recebe e come com pecadores durante o banquete chamado Ceia do Senhor.

“Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.” (Lucas 22:18)

“Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha.” (1 Coríntios 11:26)

Todos os domingos, nosso Mestre come e bebe com pecadores. Sim, mas com pecadores arrependidos, lavados por seu sangue precioso e que todos os dias desejam ardentemente que o pecado seja cada vez mais exceção em suas vidas.