O Ministério de Jezebel

O Ministério de Jezebel

Jesus ocupa um lugar único na história e na eternidade. Ele não é um líder comum entre tantos. As Escrituras declaram que Ele é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedeque. Isso não veio por lei carnal ou linhagem humana, mas por poder de vida indestrutível. Ele merece essa posição suprema porque se entregou por nós sem mancha. Nenhum homem toma essa honra para si mesmo; ela foi designada pelo Pai. Quando entendemos quem Ele é, percebemos que nenhuma autoridade humana pode ocupar o lugar d’Ele.

Tendo lembrado disto, quero partir do princípio de que todos nós devemos ser totalmente (100%) submissos a Cristo porque Ele provou que nos ama e tudo o que Ele deixou escrito através da inspiração do seu Espírito Santo, devemos seguir. Não conheço pessoa de boa índole que não concorde com isto até aqui.

A Usurpação de Jezebel

No Antigo Testamento, vemos a figura de Jezebel. Ela não aceitou os limites do seu papel. Criou doutrinas próprias, introduziu deuses estranhos e tomou uma liderança que não lhe cabia. Hoje, vemos um reflexo disso quando uma mulher se denomina pastora. Não se trata de capacidade intelectual ou espiritual, mas de ordem e proteção estabelecida. Ela assume um posto que a Bíblia reserva à liderança masculina na igreja, seguindo o mesmo padrão de usurpação de Jezebel. Isso desagrada a Deus, pois inverte o desenho original.

Jezabel foi uma rainha fenícia, esposa do rei Acabe de Israel (século IX a.C.), descrita na Bíblia como uma vilã influente que promoveu o culto a Baal e perseguiu os profetas de Deus. Ela dominou a política, enfrentou o profeta Elias, orquestrou a morte de Nabote e teve uma morte brutal, devorada por cães. Na Bíblia, Jezabel é o arquétipo da rainha má, manipuladora e idólatra. Seu nome se tornou sinônimo de mulheres inescrupulosas e, no Novo Testamento (Apocalipse 2:20), é usado figurativamente para descrever falsos ensinamentos e sedução à idolatria.

As consequencias disso são históricas e abre o precedente para a entrada de outras atitudes. Assim como Jezebel conseguiu o seu lugar, ela então começou a trazer outras práticas, deuses e perseguição à verdade. É exatamente isso que aconteceu em muitas denominações e continua acontecendo. Já que a mulher é aceita como pastora, logo outras coisas devem ser aceitas porque se alguém tem direito a fazer o que a Bíblia não permite, outros também tem direitos iguais. E a doutrina? Ah! Isso se torna irrelevante.

Só Jesus é Pastor

Precisamos ser honestos: nem sequer um homem deveria ser chamado de pastor. O único Pastor é Jesus. Os apóstolos, homens usados poderosamente por Deus, nunca se titularam assim. Pedro, que tinha grande autoridade, se identificava como presbítero. Em 1 Pedro 5:1 está escrito: “Exorto, pois, aos presbíteros que há entre vós, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo”. Ao colocarmos homens ou mulheres nesse pedestal, tiramos o foco de Cristo. A igreja não é uma empresa com cargos, é um corpo com funções distintas. O cabeça deste corpo, Cristo, o único Pastor e Bispo das nossas almas.

Se nem o homem deve ser conhecido como ‘pastor’ imagine a mulher… para pastorear a igreja de Deus tem que ter algumas qualificações bíblicas e uma delas é ser casado com uma só mulher (1 Tm 3:1-7). Isso, para a mulher seria pior ainda.

A Ordem da Criação

Muitos dizem que as regras bíblicas são coisa do passado. Mas a ordem sobre a mulher não falar publicamente nem exercer autoridade sobre o homem não é cultura. Remete ao início de tudo. Primeiro foi formado o homem, depois a mulher. Se afirmar que estas regras são coisas do passado, novamente abre-se o precedente. Se o papel da mulher na igreja é coisa do passado, vamos reescrever também o casamento, a família, os gêneros. Vamos nos tornar como o mundo. É o mundo que relativiza tudo e quer esquecer de Deus para que possam fazer o que agrada aos desejos da carne.

Em 1 Timóteo 2:12-13 lemos claramente: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva“.

Em 1 Coríntios 14:34, a instrução é direta: “As mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei“. Não é sobre valor, é sobre função designada.

Cadeia de Autoridade

Deus desenhou uma estrutura para refletir Sua glória. Quebrar isso é desobedecer ao Criador. A cadeia é simples, conforme 1 Coríntios 11:3: “Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”.

1. DEUS (Cabeça de Cristo)
2. CRISTO (Cabeça do Varão)
3. O HOMEM (Cabeça da Mulher)
4. A MULHER

Isso não significa inferioridade, mas proteção divina para a mulher e para a igreja. Apesar da mulher não querer admitir, ela é a parte mais frágil da família e da sociedade, por isso precisa de proteção . Frágil não só no sentido físico ou emocional, lembre-se de que o diabo atacou primeiro a mulher por algum motivo que ele sabe muito bem que funciona inclusive hoje em dia.

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3:7)

Submissão não é palavrão. Submissão é força sob controle. É respeito a Deus. Uma mulher submissa a Deus deve procurar um homem que entenda, como Deus, o que é a submissão.

O Perigo do Feminismo

A mulher como pastora é feminismo cristão. Mulher pregar no púlpito na presença de homens não a justifica. Apesar do desejo do episcopado ser uma obra excelente, não é para a mulher. O feminismo entra nas igrejas quando os crentes deixam de permitir que Deus exerça Sua autoridade primeiro. A raiz do problema é ignorar o comando divino antes mesmo do movimento começar na sociedade. O resultado? Igrejas com mulheres pastoras tornam-se um mau exemplo, invertendo a ordem divina. Romanos 12:2 alerta: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus“. O problema aqui não é só ter ‘mulheres pastoras’ mas homens que se dizem homens de Deus e permitem isso acontecer.

Voltando aos Fundamentos

Para fazer a vontade de Deus na prática, precisamos voltar aos fundamentos bíblicos. A fé aumenta quando obedecemos, não quando inovamos conforme o vento. Guardar a ordem bíblica é ato de amor e reverência. Que possamos buscar a verdade, mesmo quando ela contraria o que vemos por aí. A verdadeira liberdade está na submissão ao desenho de Deus.