“Então disseram entre si: — Na verdade, estamos sendo castigados por causa de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos pedia, e não lhe demos ouvidos; por isso, nos sobrevém agora esta ansiedade.”
Rúben respondeu-lhes: — Não é verdade que eu disse: ‘Não pequem contra o jovem’? Mas vocês não quiseram me ouvir. Pois agora estão vendo que o sangue dele está sendo requerido de nós. — Gênesis 42:21-22
Fico imaginando o que foram aqueles 13 anos de ausência de José na vida dos seus irmãos. Seu pai, pensando que José estava morto, tinha certamente momentos de tristeza e choro, e aquilo deve ter sido um tormento na vida daqueles dez homens, que sabiam que José não estava morto, porém não tinham ideia do seu destino.
Ao mesmo tempo, os irmãos tinham na mente, o tempo todo, a maldade que haviam feito com seu irmão. Agora, mais maduros, provavelmente sofriam com esse peso de consciência, pois, passados tantos anos, aquela situação ainda lhes era tão presente. Estavam arrependidos, mas nada podiam fazer.
Agora, diante daquele sofrimento no Egito, daquele tratamento ríspido do governador — uma vez que não tinham reconhecido que era seu irmão —, os dez homens sofrem e pensam que aquilo tudo é castigo pelo que cometeram. Uma versão bíblica do filme *”Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”*.
Ainda bem que o que está acontecendo é um processo de cura que José está aplicando nos seus irmãos.
Hoje não é diferente. Todos nós temos marcas do passado, decisões erradas tomadas, pecados cometidos, maldades praticadas.
Ainda bem que hoje temos Jesus, nosso Senhor, que morreu na cruz e, com seu sangue, lavou todos os nossos pecados. O apóstolo Pedro diz que, quando saímos do batismo, passamos a ter uma boa consciência para com Deus por meio de Jesus (1 Pedro 3:21-22).
Lá na frente, os irmãos de José vão duvidar da sinceridade de seu perdão. Às vezes também temos dificuldade em aceitar o perdão de Deus na pessoa de Jesus, quando pensamos nas maldades por nós cometidas no passado.
Todo dia é dia de nos libertar de todo o peso que existe em nossa consciência, correr aos braços do Pai e receber o perdão que Deus nos oferece. Ao mesmo tempo, uma vez arrependidos, e dentro do possível, é importante restituir aquilo que tiramos do outro, restaurar o que for possível, como fez Zaqueu logo que encontrou o acolhimento e a aceitação de Jesus (Lucas 19:1-10).
E você que lê este artigo: já aceitou o perdão total oferecido por Deus na pessoa de Jesus? Se já aceitou, tem experimentado a leveza que existe em saber que, todos os dias, os seus pecados são perdoados pelo sangue purificador de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?
“Davi disse:
— Bem-aventurados aqueles cujas transgressões são perdoadas,
e cujos pecados são cobertos;
bem-aventurado aquele
a quem o Senhor jamais atribuir pecado.”
— Romanos 4:7-8











