Chegou o ano de 1998, e fui, pela primeira vez, ao culto na Igreja de Cristo, na Rua Nove de Julho, em São Paulo, no dia 15 de março. Desde então, nunca mais deixei de ir.
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Enquanto transbordava de alegria, em casa as coisas não iam nada bem no aspecto espiritual, pois minha amada esposa ainda continuava em oposição.
Naquele período, eu já sabia o que queria e o que precisava fazer, mas ainda não tinha coragem. Havia as dificuldades em casa e, além disso, minha esposa estava grávida da nossa filha, Evelyn, que hoje tem 26 anos. Tinha muito medo de que ela nascesse com algum problema, pois minha esposa chorava muito naquele tempo. Sentia-se abandonada, porque eu agora ia todos os domingos à igreja e a deixava em casa. O domingo era o único dia em que podíamos acordar e ficar juntos, já que trabalhávamos durante a semana. Assim, naquele período, o domingo era um dia feliz e triste ao mesmo tempo: feliz porque eu estava conhecendo o Senhor cada vez mais; triste porque não tinha minha esposa ao meu lado.
Deus trabalha enquanto nós lidamos com a nossa dor. O tempo de gestação de Evelyn passou, e ela nasceu em 29 de agosto de 1998, perfeita, cheia de vida e saúde. Minha aflição terminou, e um novo ânimo tomou conta de mim.
Naquele período, passamos por um processo de mudança. Morávamos de aluguel em São Paulo e fomos morar em Guarulhos, num terreno que havíamos comprado em 1994. Tínhamos construído dois cômodos e o local estava alugado. Decidimos avisar o inquilino que iríamos mudar e que ele precisaria sair. Mas, no meio do caminho, aconteceu algo interessante.
Um desvio abençoado. Estávamos na Avenida Jacu-Pêssego quando precisamos mudar a rota por conta de um trecho interditado. Esse desvio nos levou a passar pela Rua Sábbado D’Angelo, 866, onde hoje está situada a Igreja de Cristo em Itaquera — que, na época, ainda estava em construção. Como havia muito trânsito, eu não percebi. E adivinhe quem notou uma placa de madeira bem rústica? Minha digníssima esposa, que, com certo desprezo, disse: “Não é essa a igreja que você vai?”. Quando ela falou, percebi que era mesmo. O Moisés já tinha me falado sobre ela, mas eu não sabia, afinal, não morava por aqueles lados.
Foi então que eu disse: “No próximo domingo, vou visitar aqui. Se for do mesmo jeito que tenho aprendido, vou frequentar este lugar quando mudar”. Ela ficou muito brava! Mas seguimos viagem para avisar ao nosso inquilino que precisaríamos da casa.
O momento mais importante da minha vida estava chegando. E o que Paulo disse em Romanos 8:28 faria sentido para mim mais tarde: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados segundo o seu propósito”.
Fui fazer a visita em Itaquera no dia 4 de outubro de 1998 e constatei que era exatamente como eu estava aprendendo. Agora, era apenas questão de tempo. Dificuldades maiores viriam depois da decisão de entregar a vida a Jesus. Mas o que importava para mim naquele momento não eram as lutas que enfrentava, mas o perdão que estava sendo oferecido por Cristo.
Como disse anteriormente, o dia mais importante da minha vida estava chegando. Grandes lições me aguardavam após a minha decisão. Mas eu nem podia imaginar o que seria.











