O desafio da busca pela liberdade

“E lhes disseram: — Que o Senhor olhe para vocês e os julgue, porque vocês nos fizeram odiosos aos olhos de Faraó e diante dos seus servos, dando-lhes a espada na mão para nos matar.” — Êxodo 5:21

O caminho da liberdade é duro, e a vida de alguém chamado como libertador não é fácil.

Moisés talvez pensasse — mesmo avisado por Deus — que Faraó libertaria facilmente o povo de Israel. Acontece o contrário: o governante oprime ainda mais o povo, jogando-os assim contra os seus libertadores.

No mundo secular, acontece a mesma coisa. Na luta por direitos civis nos Estados Unidos, os governantes da época jogaram os negros contra seus líderes que lutavam por sua liberdade, como Martin Luther King. E a maneira predileta era tiranizar e maltratar ainda mais os escravos.

Hoje, quando vemos direitos sendo tirados dos trabalhadores, a maneira do governo agir é a mesma: jogar os trabalhadores contra aqueles que estão na frente da luta pela manutenção de direitos, ou fazer com que todos paguem a conta dos desmandos dos políticos — e não apenas os mais fracos.

Na esfera espiritual, então, a situação é como a dos hebreus diante de Faraó. Quando estamos ensinando a Palavra de Deus a uma pessoa, o processo de salvação exige muita paciência e persistência. É uma guerra espiritual. Satanás faz de tudo para que aquela alma não seja liberta do império das trevas e levada para o reino de Cristo (Colossenses 1:13).

Sendo a luta espiritual, precisamos fazer como Moisés e Arão fizeram: correr para Deus, pedir a ajuda dele e interceder por aqueles por quem estamos sendo instrumentos para libertá-los das garras do mal e do pecado.

> “Porque, embora andemos na carne, não lutamos segundo a carne. Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” — 2 Coríntios 10:3-5

Muitos, infelizmente, preferem continuar na escravidão e desistem após a primeira dificuldade e investida de Satanás. Outros, felizmente, preferem confiar na Palavra de Deus e no ensino dos libertadores enviados pelo Senhor para mostrar-lhes o caminho da liberdade — a verdadeira liberdade em Jesus.

E você, meu irmão, minha irmã, já é verdadeiramente livre por meio do sangue de Jesus? E, uma vez livre, tem aceitado a missão de libertador — isto é, ser instrumento na libertação daqueles ainda presos nas garras do mal?

Lembremo-nos: como libertadores a serviço de Deus, precisamos confiar naquele que nos comissionou, pois a obra é dele. Nossas armas: joelho no chão, persistência e obediência aos ensinos do Todo-Poderoso.