Você consegue imaginar a grandeza do amor de Deus e de Jesus? É muito difícil entendermos a dimensão desse amor. Nenhum de nós consegue duplicá-lo, mas talvez esta história ajude um pouco a compreendê-lo. Vamos valorizar o que Jesus fez na cruz por nós e sermos agradecidos!
No meio dos meus sonhos, eu me encontrei em um quarto. Não havia nada de especial nele, exceto uma parede inteira cheia de arquivos com variados temas.
Ao chegar mais perto dessa parede, o primeiro tema que chamou minha atenção foi “pessoas que eu gostei”. Abri o arquivo e comecei a olhar as folhas. Rapidamente fechei o arquivo, pois reconhecia todos os nomes escritos em cada página. Entendi exatamente onde eu estava. Aquele quarto sem vida, com aqueles arquivos, era um catálogo de toda a minha vida. Ali estavam escritas as ações de todos os momentos, as grandes e as pequenas, com detalhes que minha memória não podia igualar.
Um sentimento de curiosidade somado a um sentimento de horror começou a crescer dentro de mim, à medida que ia abrindo os arquivos e explorando o seu conteúdo. Alguns trouxeram alegria e lindas memórias; outros, uma sensação de vergonha e arrependimento tão intensos que várias vezes olhei para trás para ver se havia alguém me observando. Um arquivo chamado “amigos” estava ao lado de outro chamado “amigos que eu menosprezei”. Os títulos dos arquivos cobriam todos os assuntos possíveis, como, por exemplo, “livros que li”, “mentiras que contei”, “conforto que ofereci”, “piadas que sorri”. Alguns eram quase engraçados por sua exatidão, como “coisas que gritei aos meus irmãos”. Outros eu não achava engraçados, como “coisas que fiz quando estava com raiva”, “coisas que falei contra meus pais”. Muitas vezes, dentro de um arquivo, havia mais folhas do que eu gostaria que tivesse. Em outros, menos do que eu esperava.
Será que em tão pouco tempo em minha vida eu havia tido tempo de escrever tanta coisa? Mas cada folha confirmava essa verdade. Cada uma estava escrita com a minha letra e assinada com minha assinatura!
Então achei um arquivo cujo título era “pensamentos ruins que tive”. Demorei para abri-lo e retirei somente uma folha. Fiquei muito envergonhado. Como algo assim poderia ter sido escrito e guardado? E comecei a pensar: “Ninguém pode ver estes arquivos. Nunca! Eu preciso destruí-los”. E comecei a tirar as folhas daquele arquivo. Não importava o tamanho. Eu precisava queimar todas as folhas! Mas, assim que tirei e coloquei no chão da sala, eu não conseguia nem dobrar a folha. Parecia ser feita de um metal muito resistente! Me sentindo derrotado, devolvi o arquivo e comecei a me sentir bem preocupado. Então vi outro título: “pessoas para quem eu falei do evangelho”. Abri e continha somente uma folha com poucos nomes. As lágrimas vieram agora! Comecei a chorar muito. Caí no chão e gritei de vergonha de tudo aquilo. Ninguém pode saber deste quarto. Era preciso trancá-lo e jogar fora a chave!
E foi nesse momento que O vi! E pensei: “Não aqui, neste quarto, não! Poderia ser qualquer pessoa, menos Jesus!” E eu olhei sem conseguir reagir quando Jesus começou a abrir os arquivos e ler as folhas. Vi o Seu rosto com uma tristeza maior do que a minha. Parecia que Ele se dirigia para os piores arquivos. Por que Ele tinha que ler todos estes? Finalmente, Ele se virou e olhou para mim. Eu baixei minha cabeça e comecei a chorar de novo. Ele andou até onde eu estava e colocou Seus braços a minha volta. E não falou uma palavra. Somente chorou junto comigo!
Depois, Ele voltou até a parede de arquivos. Começando com o primeiro, Ele tirou as folhas uma por uma e começou a assinar o Seu nome por cima do meu. “Não!”, gritei eu, e corri até Ele. E comecei a tirar as folhas de Suas mãos. O nome de Jesus não deveria nunca estar nestas folhas. Mas, ali estava, assinado em um vermelho tão rico, tão forte, tão vivo! O nome de Jesus cobria o meu nome. Estava escrito com o Seu sangue!
Gentilmente, Ele pegou as folhas de volta. Sorriu para mim e voltou a assiná-las. Eu nunca vou entender como Ele assinou tão rápido. Parecia que Ele havia começado a poucos segundos, quando Ele fechou o último arquivo e voltou para o meu lado. Colocou Sua mão em meu ombro e disse: “Está terminado, está consumado!” Eu me levantei, e Ele me levou para fora do quarto. Não havia fechadura na porta. Ainda havia arquivos para serem escritos!
Nosso texto se encontra em Gênesis, capítulo 1, até Apocalipse, capítulo 22, ou seja, a Bíblia inteira! A Palavra de Deus para nós mostra este amor em todas as suas páginas. Não existe um texto somente! Medite nisto nestes próximos dias e seja agradecido(a) a Deus por tão grande amor. Todas as nossas ações, todos os nossos pensamentos de todos os momentos, quer sejam bons ou maus, estão perdoados pelo sangue de Jesus! Que grande amor!
Deus abençoe você. Amém!











