“Baseando-se em Tito 1:2, onde o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, escreve sobre a esperança da vida eterna prometida antes dos tempos eternos pelo Deus que não pode mentir, adapto estas palavras para a vida de Edson: Edson viveu na esperança da vida eterna. Ele foi um grande homem, um evangelista e um pregador extraordinário.”
A esperança cristã não é um otimismo vago, mas uma certeza ancorada no caráter imutável de Deus. “A esperança é uma das virtudes teologais. Isso significa que uma preocupação constante com o mundo eterno é a única coisa que produz grandes efeitos neste mundo.” – C.S. Lewis. Edson não olhava para o relógio, mas para a eternidade. Em Hebreus 6:18, somos lembrados de que é “impossível que Deus minta”. Edson construiu sua casa sobre esta rocha. Enquanto muitos vivem na ansiedade do tempo presente, ele viveu na promessa do tempo eterno. Sua grandeza não estava no palanque, mas na convicção de que o Deus que prometeu antes dos séculos cumpriria sua palavra após o último suspiro.
O Púlpito e o Lar: A Integridade das Raízes
“Sempre apreciei as pregações do Edinho. Em cada mensagem, ele invariavelmente falava sobre o pai, a mãe e a sua família. Embora às vezes se estendesse em seus discursos, notei que, neste último ano, ele proferiu seu sermão mais longo de todos. Não foi com palavras, mas com a própria vida.”
Havia uma coerência sagrada entre o que Edson dizia e de onde ele vinha. Ele honrava o mandamento de Efésios 6:2: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que te vá bem”. Um pregador que não fala de suas raízes corre o risco de ser um árvore transplantada sem solo. “Família não é uma coisa importante. É tudo.” O Edinho entendia que o evangelho começa na mesa de jantar. O fato de ele se estender nas pregações não era prolixidade, era transbordamento. E quando o corpo falhou, o último ano tornou-se seu maior sermão porque a vida, quando vivida com integridade, grita mais alto que o microfone. Como diz o provérbio: “A voz do exemplo é a que faz mais barulho no silêncio da morte.”
O Mártirio Cotidiano: Pregando com a Existência
“Que pregação dura, difícil, porém cumprida com a própria existência! Ele pregou com propriedade e exaltou a Cristo em todo momento. Falou sobre a pureza de seguir a Jesus com alegria e sobre as promessas do Rei. Sendo oportuno ou não, ele pregou e nos liderou na fé e na esperança.”
Existe uma diferença entre pregar sobre Cristo e pregar Cristo. Edson fez o segundo. Como diz a frase: “Pregue o evangelho em todo o tempo. Quando necessário, use palavras.” O último ano de Edson foi exatamente isso: um evangelho sem palavras, escrito em sofrimento, paciência e alegria. Em 2 Coríntios 3:2, Paulo diz que somos “cartas de Cristo… conhecidas e lidas por todos os homens”. Edson foi essa carta. Alguém um dia disse: “A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da da vida.” Para o crente, a morte não é o fim, mas a edição final que consolida o legado. O Edinho liderou até o fim, mostrando que a fé não nos isenta da dor, mas nos sustenta através dela.
O Legado do Sacrificio: A Família como Fruto
“É importante observar o legado deixado. Sua família fizeram de Edson sua prioridade nestes últimos anos. Mantiveram a casa aberta e abriram mão de suas próprias vidas e recursos para apoiar a ‘pregação’ do pai, assim como seus pais fizeram por eles.
O que mais um pregador deseja ver é o fruto de sua mensagem refletido no cuidado de sua família.”O verdadeiro sucesso de um ministério não é medido pelo tamanho da congregação, mas pela saúde da sua casa. Josué 24:15 declara: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Edinho e Linda não foram apenas espectadores; foram colaboradores no evangelho através do cuidado filial. Eles viveram o amor descrito em 1 Coríntios 13, que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. O sacrifício deles é a validação final da pregação de Edson. Um pregador pode conquistar o mundo, mas se perder a família, perdeu a alma do seu testemunho. “A pergunta mais persistente e urgente da vida é: ‘O que você está fazendo pelos outros?'” Os filhos de Edson responderam a essa pergunta com suas vidas, tornando-se o fruto visível de uma fé invisível.
O Chamado à Perseverança: O Encontro Final
“Convido a todos a observarem esta pregação que foi a vida do Edinho e a obedecerem ao seu final. Assim como ele fez, guardemos a nossa fé e a nossa esperança. O objetivo é que, um dia, possamos encontrá-lo e dizer: ‘Eu obedeci à sua pregação. Estou aqui pela mensagem que você viveu.’ Obedeçam ao exemplo do Edson.”
A morte não é um ponto final, mas uma vírgula na narrativa da eternidade. O convite aqui é para correr a carreira com perseverança, ecoando 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. Queremos chegar ao fim e ouvir o “Bem está, servo bom e fiel”. “Viver nos corações que deixamos para trás não é morrer.” Edson não morreu; ele foi transplantado para a eternidade. O desafio que fica não é chorar sua ausência, mas imitar sua fé. Que possamos encontrar-nos com ele não apenas na saudade, mas na glória, para confirmar que o sermão dele continuou em nós. O legado de Edson não é uma memória em um álbum, é uma chama em nossas mãos.
Conclusão
Que a vida de Edson continue a pregar. Que sua esperança seja a nossa âncora. E que, ao final de nossos dias, possamos deixar também um sermão vivo, escrito não em tinta, mas em amor e fidelidade.
Com base na fala de Raniere Vieira na celebração de vida do Edinho.











