“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”
Colossenses 4:6
Trouxa é um fardo (embalagem) com roupas, toalhas, lençóis, mas que é comumente utilizada para se referir a pessoas bobas, que são deixadas pra traz pela astúcia daquele que ultrapassa, e é claro, ninguém aprova essa corrida, mas efetivamente pouquíssimos são os contracorrentes que tentam mudar isso, e, com efeito de simplificação, tornam-se trouxas, por tentarem mudar o mundo.
Nesse sentido, predomina no mundo uma filosofia do individual, em que o mundo existe para que eu conquiste um status superior ao do resto ou que sobreponha o máximo possível de pessoas, e para isso não há regras, ainda que se deem algumas pinceladas de filantropia, o coração da raça humana abriga agonia e ganância, de uns maneira tal que é mais fácil aceitar que “errar é humano” do que “permanecer no erro é tolice”, porque todos querem o status de “humano”, sem no entanto aceitar a própria tolice existencial.
Paulo, acredito eu, sofria de tamanha forma que foi capaz de expressar (confessar) sua angústia, e ganância; ao contrário de nós, Paulo não recorreu ao sigilo profissional-cliente, mas para todas as pessoas que lerem sua carta aos romanos, em todos os tempos, expressou sua fraqueza, desejando ser cristão, falhando miseravelmente como homem, mas, e aqui está a lição, pacientemente confiando na misericórdia de Deus em lhe conceder infinitas oportunidades de acerto (Rm 7.14-25).
Nesse espírito de gratidão, de resignificação, aprendizado e arrependimento, a atitude do cristão, segundo Paulo, é transformada, pelo renovar da nossa mente em Cristo, assumimos um compromisso de mudança de prioridades, óptica, perspectiva e objetivo, agora nossa meta é salvar vidas (Rm 6.1-4, 12.1,2; Gl 2.20, 6.10).
Então não, não importa quem seja, ou o que façam, nem qual o histórico, e por tanto, qual a fama da pessoa, devemos sempre conceder o direito da dúvida, e mesmo confirmando o que havíamos sido advertidos, por amor e gratidão a Deus, somos orientados a manter a porta do perdão aberta. A vida do cristão não é essa bonança hipócrita pregada continuamente pelo ecumenismo religioso, pois exige do crente o sacrifício do amor, da paz e da generosidade, mesmo no meio do ódio, da guerra e da escassez (Cl 3.9-17; 1Ts 5.12-24).
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
– Colossenses 3:12-17 –
Senhor, te pedimos que sejas paciente conosco, nos dando oportunidade de aprender a sermos amorosos em todo tempo com todas as pessoas, testemunhando para todas as pessoas do amor que conhecemos em Jesus e edificando aqueles que como nós assumiram esse compromisso, amém.











