O Sal Precisa Ser Salgado Para Prestar

O Sal Precisa Ser Salgado Para Prestar

“O sal é certamente bom; mas, se o sal se tornar insípido, como lhe restaurar o sabor? Não presta mais nem para a terra nem para o monte de estrume; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” – Lucas 14:34-35

O texto de hoje é conclusão dos versículos 26-33, nos quais Jesus ensina sobre as condições para uma pessoa ser discípulo dele.

Precisa responder primeiro quem é o grande amor da sua vida, acima de todos, e a resposta precisa ser o próprio Jesus.

Precisa entender que ser governado por Jesus, isto é, pertencer ao reino de Deus, é o grande tesouro de uma pessoa. É algo tão sublime que é trocado pelos outros reinos, isto é, outros valores.

Há ainda a necessidade de calcular o preço que existe para ser um seguidor de Jesus. Além de amá-lo acima de tudo, precisa também carregar a cruz. Isto é, renunciar a própria vontade não somente nos momentos que está “sentindo” vontade ou segundo as conveniências; a renúncia precisa ser dia a dia.

E, finalmente, estar ciente das consequências de permanecer nesta terra em guerra contra o Rei poderoso, que vem com 20 mil para combater o que tem 10 mil. Será sábio acenar com a bandeira branca e render-se a esse rei.

Uma pessoa que passou por todos esses passos, que abraçou os valores de Jesus, poderá ser o sal da terra e a luz do mundo. Claro, junto com os demais discípulos, que formam o reino de Deus, a igreja de Cristo aqui na terra.

“Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” – Mateus 5:13

Na época de Jesus, a maior parte do sal consumido vinha do mar Morto e cheio de impurezas. Precisava ser processado e purificado de forma adequada, como acontece com uma pessoa em processo para ser um cristão.

Às vezes, em nossas congregações, temos pessoas que foram “mal processadas” ou “mal purificadas”. Elas não entenderam que eram pecadoras e precisavam arrepender-se dos seus pecados. Uma vez no reino, travariam uma guerra de vida ou morte contra o pecado (Hebreus 12:4). Por isso, ficam no meio dos santos agindo como pagãos.

O sal não processado corretamente ficava pobre e seria mais do que inútil, isto é, inadequado para o consumo. Ainda traria um problema extra, como ser eliminado. Seria inútil e atrapalharia.

É o que acontece, por exemplo, na parábola do semeador, com a pessoa representada pelo solo entre os espinhos. Há impurezas que o sufocam e vejam como o Senhor Jesus o descreve:

“Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.” – Marcos 4:18 (ARA).

Veja a palavra-chave: CONCORRENDO. Há uma concorrência. É o tipo de pessoa não totalmente “processada”. Até fica no meio dos santos, mas é inútil, infrutífero.

A ilustração do sal é constante no Novo Testamento, exatamente para mostrar que o seguidor de Jesus precisa dar sabor ao mundo. Sua influência é benigna e, inclusive, por causa dela, o mundo não se deteriora completamente.

No entanto, para que a igreja faça isso, precisa que cada discípulo do Senhor viva o evangelho como estilo de vida. E isto somente acontece se o processo de novo nascimento foi feito de maneira adequada. É por essa causa que após o batismo o processo continua. Até a volta do Senhor Jesus.

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” – Mateus 28:19-20

“Estou certo de que aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus.” – Filipenses 1:6

Permitindo Deus, no próximo artigo iniciaremos um capítulo importante no livro de Lucas: o capítulo da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido. Perdidos, mas achados, representando bem Deus na busca do pecador.