“Porém, quando entrarem numa cidade e não forem bem recebidos, saiam pelas ruas, dizendo: ‘Até o pó desta cidade, que grudou nos nossos pés, sacudimos contra vocês! No entanto, saibam que está próximo o Reino de Deus.’ Eu digo a vocês que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade.”* — Lucas 10:10-12
Eis uma experiência que todo evangelizador passa: ser rejeitado. E, claro, também ser aceito com sua mensagem, às vezes até de maneira exagerada.
*”Lembrem-se da palavra que eu disse a vocês: ‘O servo não é maior do que seu senhor.’ Se perseguiram a mim, também perseguirão vocês; se guardaram a minha palavra, também guardarão a de vocês.”* — João 15:20
*”E, por mais que a minha enfermidade na carne lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo nem desgosto. Pelo contrário, me receberam como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus.”* — Gálatas 4:14
No entanto, teremos experiência maior de rejeição. Aliás, escrevi um livro chamado *”Rejeição — Casos de Não Conversão no Livro de Atos”*, no qual abordo exatamente muitos exemplos em que o evangelho de Jesus e seus mensageiros foram rejeitados.
Costumo dizer que a maneira como os mensageiros são tratados mostra o quanto precisamos estar preparados: podemos ser recebidos como mensageiros de Deus, mas, quando rejeitados, às vezes, nossos ouvintes querem nos matar — da sua vida ou até literalmente, como aconteceu com Jesus, a maioria dos apóstolos, João Batista, quando chamou a atenção de Herodes, e os cristãos em geral que insistem em falar do evangelho.
Precisamos estar prontos para ser rejeitados; não somos melhores que Jesus. Também não podemos levar para o lado pessoal, como fez Samuel, quando o povo lhe pediu um rei. Vejam as palavras de Deus corrigindo o seu profeta:
*”E o Senhor disse a Samuel: — Atenda à voz do povo em tudo o que lhe pedem. Porque não foi a você que rejeitaram, mas a mim, para que eu não reine sobre eles.”* — 1 Samuel 8:7
É isso que temos que ter em mente quando nossa mensagem é rejeitada. Não fomos nós os rejeitados, foi o próprio Deus. Não levemos para o lado pessoal, compreendamos que a pessoa está presa pelos laços do diabo e estejamos sempre prontos para quando ela decidir querer ouvir mais uma vez o evangelho. Jamais, por comportamento nosso, fechemos a porta para pregar a uma das criaturas de Deus pelas quais Jesus morreu na cruz para torná-las filhas do Altíssimo.
Finalmente, há o lado do julgamento de Deus, mostrado na atitude de Jesus ordenar que seus discípulos sacudam o pó do pé em protesto contra a rebeldia daquele povo: haverá menos rigor para a cidade de Sodoma e Gomorra do que para quem rejeita Jesus e seu evangelho. Que coisa trágica! Abordo esse assunto no meu vídeo *”Mais Pecadores que Sodoma e Gomorra”*, no canal da Igreja de Cristo nos Pimentas no YouTube. Sodoma e Gomorra sofrerão menor rigor do que aquele que ouviu, mas deliberadamente rejeitou o evangelho. Eis a razão de jamais podermos desistir de alguém.
Paulo e Barnabé seguiram a instrução de Jesus quando rejeitados na cidade de Antioquia da Pisídia:
*”Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. E estes, sacudindo contra eles o pó dos pés, foram para Icônio.”* — Atos 13:50-51
Somos discípulos de Jesus; nossa maior missão é divulgar o evangelho dele. Estejamos, portanto, prontos para termos a mensagem recebida, mas também rejeitada. E até nós mesmos, de vez em quando, sermos “mortos” da vida de pessoas que, após ouvirem, rejeitam a mensagem de Cristo.











